segunda-feira, 13 de junho de 2016

BLINK: A DECISÃO NUM PISCAR DE OLHOS.

Hoje, eu quero fazer uma indicação de leitura. A obra que indico chama-se "Blink". É mais um best-seller do escritor e colunista do renomado The New Yorker. Blink, segue a linha de outras obras de Gladwell, com muitas citações de pesquisas e com linguagem acessível. A obra tenta relacionar o cotidiano e as descobertas recentes da neurociência com o objetivo de mudar a forma como compreendemos as nossas decisões, mostrando que é possível desenvolver a habilidade de extrair o máximo de informações no menor tempo. Em linhas gerais, a ideia do livro é nos ajudar, como diz o autor, a "fatiar fino" no momento da tomada de decisões. Blink é uma leitura agradável e prática. Recomento a todos, sobretudo aqueles que são incumbidos de tomar muitas decisões cotidianas e rápidas. Siga o Cristo crucificado.


domingo, 12 de junho de 2016

SER PASTOR...


“Esta afirmação é digna de confiança: Se alguém deseja ser pastor, deseja uma nobre função”. Este é um versículo bíblico que se encontra na primeira carta de Paulo a Timóteo. O versículo é maravilhoso por definir a função pastoral. Pastorear o rebanho de Deus é uma nobre função, pois o rebanho de Deus é constituído de pessoas e para Deus não há nada mais especial do que as pessoas. O ministério pastoral é antes de tudo um ministério vocacional. Nem todos que desejam serem pastores, poderão ser pastores. Somente poderão ser pastores aqueles chamados por Deus para tal encargo. Hoje ser pastor tornou-se algo banal. Qualquer um se auto-intitula pastor, abre igreja e fala em nome de Deus. A banalização da vocação pastoral tem resultado num desprezo social a essa nobre e divina função. Há trinta anos, quando um pastor passeava pelas ruas, era educadamente chamado de reverendo pelos transeuntes. Já nos dias de hoje, os pastores são chamados de ladrões, mercenários e de toda alcunha pejorativa que possa existir. Não há mais respeito a figura pastoral. Infelizmente, o desrespeito é nutrido até mesmo no contexto eclesiástico (dentro de uma igreja). É normal membros apontarem o dedo na cara de seus pastores e dizerem coisas que não diriam nem para os seus piores inimigos. Aos olhos da grande maioria dos membros das igrejas evangélicas, ser pastor deixou de ser uma nobre função. Tornou-se coisa fácil, que qualquer um pode exercer. Com tal ideia muitos confundem talentos humanos com vocação espiritual. Em seu grave engano, pensam que pelo fato de alguém ser dotado de capacitações comunicativas, este está pronto para exercer a nobre função de pastorear o rebanho de Deus. Ser pastor é condição do ser, que é encontrado por Jesus, o supremo Pastor e Bispo de nossas almas e não estado da alma. Considero a função pastoral a mais bela das funções entre os homens. Admiro aqueles que são pastores e que não apenas estão pastores. Para aqueles que almejam essa nobre função, deixo o conselho de Charles Spurgeon: “Homem nenhum deve intrometer-se no rebanho como pastor; deve ter os olhos postos no Sumo Pastor, e esperar seu sinal e sua ordem. Antes que assuma a posição de embaixador de Deus, deve esperar pelo chamamento do alto. Se não o fizer, mas se lançar as pressas ao cargo sagrado, o Senhor dirá dele e de outros semelhantes: “Eu nunca os enviei, nem lhes dei ordem; e não trouxeram proveito nenhum a este povo, diz o Senhor” (Jr. 23.32). Que Deus levante no meio de seu povo, pastores segundo o seu coração. Homens devotados ao Senhor e dedicados a essa nobre função entre os homens. Feliz dia do pastor! Siga o Cristo crucificado!

quinta-feira, 9 de junho de 2016

CHEGA DE HOMENS BANANAS!

Vivemos numa sociedade extremamente machista onde constantemente ouvimos máximas tais como "homem que é homem não chora". Desde crianças aprendemos conceitos que colocam o sexo masculino acima do feminino. Creio que o machismo é uma atitude preconceituosa sendo portanto pura idiotice, mas o que tem me incomodado é um outro extremo no que diz respeito as atitudes dos homens. Este outro extremo que tem muito me incomodado é o extremo das atitudes melindrosas, dos homens ultra-sensíveis, dodóis, dos famosos "homens bananas". Por toda parte o que se vê é um monte de homem barbado se magoando por qualquer coisa e situação. Homens que se deixam dominar a todo momento pelo sexo oposto. Estou cansado de encontrar homens que vivem choramingando por ainda não terem superado um "fora" do passado.  Alguns deixam de exercer suas responsabilidades de homem por serem dissuadidos por suas mulheres. Ainda há outros que  sentem feridos por não terem sido cumprimentados e por não terem recebido um "curtir" no facebook. Ninguém aguenta mais homens bananas! Sei que para alguns (feministas de plantão, talvez), inevitavelmente estarei passando a imagem de machista, mas entendo que homem tem que ser Homem. Existem coisas maiores e mais sérias pelas quais devemos chorar e nos magoar. Percebo que a aparição de uma torrente de homens fracos, inflexivelmente tem gerado mulheres fracas. Mulheres fracas querem dominar por um senso de insegurança. Tais mulheres só são inseguras porque estão rodeadas de homens fracos e ultra-sensíveis. Está na hora dos homens agirem como Homens de verdade. Homens de verdade se sensibilizam e choram por coisas dignas e grandiosas. Homens de verdade não apenas levantam cartazes de protestos contra crimes realizados contra mulheres, antes, agem protegendo-as. Homens de verdade, falam a verdade e sustentam suas afirmações. Homens de verdade sabem ser gentis com as mulheres ao passo em que as lideram. Termino com uma frase que eu acredito estar presa na garganta da mulherada em geral: "Chega de homens bananas!". Siga o Cristo crucificado!

terça-feira, 7 de junho de 2016

MENOS É MAIS!


“Menos é mais!” é um conceito que aprendi com os músicos. Entretanto, não é um conceito que vale apenas para os músicos. Vale também para nós, pregadores. Não precisamos colocar em nosso sermão tudo o que estudamos para prepará-lo. Quase sempre um bom sermão é resultado de uma limpeza que o pregador faz em seu esboço antes de entregar o sermão. A prova de que fizemos nosso dever de casa, de que estudamos ao máximo e de que respeitamos a Deus e a nossos ouvintes, não está no excesso de informação que oferecemos na pregação, mas em nossa consciência. É o testemunho da consciência que nos faz lembrar de que não gastamos quinze minutinhos para elaborar um sermão, mas, sim, uma vida inteira. E isso basta.


Por Jonas Madureira

sexta-feira, 3 de junho de 2016

DÍZIMO: PRINCÍPIO ESPIRITUAL OU MEIO DE OPRESSÃO?

Sem sombra de dúvidas, dízimo é o assunto mais debatido e controvertido hoje nas igrejas e fóruns de discussões teológicos. A grande discussão é se a prática do dízimo ainda se constitui como um parâmetro observável para os cristãos. Aqueles que se posicionam contrários a prática do dízimo, argumentam que o dízimo é um conceito da Lei e que não não tem nada a ver com o Novo Testamento, já que não vivemos mais na era da Lei, e sim na era da graça. Ainda outros, contrários, argumentam que o dízimo é uma prática opressora, imposta pelos líderes religiosos aos fiéis. Os argumentos opostos ao dízimo se multiplicam, seguindo a mesma linha de raciocínio. Diante desses argumentos, a pergunta que não quer calar é: isso tudo é verdade? O dízimo é realmente uma prática obsoleta para os cristãos? Acredito que a resposta a essa pergunta deve ser encontrada na Bíblia. Dízimo, que significa "a décima parte", aparece como prática, antes do estabelecimento da Lei (Leia Gênesis 14). Com a inauguração da Lei de Moisés, o dízimo é instituído como um princípio espiritual que deveria ser observado por todos os judeus. As referências bíblicas sobre o dízimo no Antigo Testamento, são muitas (Gênesis:14.20-21 ; 26.12 ;28.22 Levítico: 27.31-32 Número: 18.21 ; 18.24; Deuteronômio: 8.18 ; 14.22 ; 26.12; 1ª Crônicas: 29.5; 2ª Crônicas: 31.4-10; Neemias: 10.37 ; 13.12; Provérbios: 3.9 ; 3.16 ;10.15 ;11.24-25; Eclesiastes: 5.10-17 ;11.1; Oséias: 10.1; Amós: 8.5; Malaquias:3.8-10). No Novo Testamento a prática do dízimo não é abolida (Mateus: 6.1 ; 6.24 ; 23.23; Lucas: 11.42 ; 16.9-11 ; 21.1-4 ; 2ª Coríntios: 8.9 ;9.6-11; Hebreus: 7.2 ; 7.9), mas é reposicionada. No Novo Testamento o dízimo ganha a posição de PADRÃO DE REFERÊNCIA MÍNIMA de doação. Os apóstolos no livro de Atos, vendiam suas propriedades e bens e depositavam tudo aos pés dos apóstolos. O padrão de doação no Novo Testamento não são dez por cento dos rendimentos do indivíduo, MAS TUDO O QUE O INDIVÍDUO POSSUI. Sendo assim, o dízimo para nós cristãos, é uma espécie de padrão dos medíocres. Se você é um cristão medíocre, deve começar a exercer liberalidade com dez por cento dos seus rendimentos (padrão de referência mínima). Se é um cristão que já rompeu com a mediocridade, doará à obra de Deus, mais do que dez por cento dos seus rendimentos. Essas perspectivas são simples e se encontram todas na Bíblia. Basta fazer uma leitura honesta da Bíblia para compreender que discutir a aplicabilidade do dízimo é coisa de gente imatura e que ainda não entendeu o evangelho puro e simples. Acredito que as discussões sobre a viabilidade da prática do dizimo, ocorram por duas razões: deturpação teológica do assunto e apego ao dinheiro. O dízimo tem sido teologicamente deturpado pelos proponentes da Teologia da Prosperidade (teologia segundo a qual, o propósito de Deus para homem na terra, é que ele seja rico). Os adeptos da Teologia da Prosperidade deturpam a prática do dízimo ao apresentarem-na como agente de barganha com Deus. É o famoso "Dê, que Deus te devolverá em dobro". Particularmente tive experiências com Deus nessa área. Tenho sido ricamente abençoado na área financeira por crer e praticar esse princípio de liberalidade. Realmente Deus sempre nos abençoa EM DOBRO quando somos fieis na prática desse principio espiritual. O problema é quando o resultado (as bençãos) torna-se o motivador da prática e pior ainda, quando se utiliza a prática como um meio para se alcançar um fim (as bençãos). A Teologia da Prosperidade tem feito isso com o dízimo. Acredito que muita gente tem se posicionado contra o dizimo por causa da má apresentação do mesmo, por tal teologia. A segunda razão que tem levado muitos a se voltarem contra o dízimo, é o apego ao dinheiro. Os opositores da prática do dízimo, na sua grande maioria, são motivados PELO AMOR AO DINHEIRO. Tenho percebido isso no dia-a-dia pastoral. Vejo alguns jovens que "não concordam" com o dízimo, não por razões teológicas (nesse pequeno e despretensioso texto já ficou biblicamente claro que não há razões teológicas honestas para discordar de tal prática), mas por motivações de avareza e cobiça. Invariavelmente, são pessoas que ainda não de desvincilharam do amor ao dinheiro e que não estão dispostas a exercerem liberalidade no Reino de Deus. Uma constatação prática e lamentável que se pode fazer da vida de tais indivíduos é que vivem sempre em recessão financeira e com restrição nessa área. Como bem vimos, o dízimo é bíblico e um bom começo para quem está iniciando a caminhada com Deus. O princípio espiritual da liberalidade deve ser praticado no mínimo com dez por cento dos nossos rendimentos. Se não se consegue doar mais do que essa quantia a obra de Deus, comece com dez por cento. No Antigo Testamento (Malaquias 3.10), assim como no Novo Testamento (2ª Coríntios 9), o dízimo e as ofertas eram entregues para a manutenção da obra de Deus (Templo no Antigo Testamento e Igreja local no Novo Testamento). O padrão continua o mesmo nos dias de hoje. A prática do dízimo tem como finalidade dentre outras coisas (honrar a Deus, disciplina financeira, liberalidade...), AMPARAR A IGREJA LOCAL. Portanto, o dízimo não deve ser entregue para instituições de caridade, ONGs, agência missionárias e nem deve ser entregue para pessoas. A FINALIDADE É A MANUTENÇÃO DA IGREJA LOCAL. Em segunda instância, a igreja local tem a tarefa de contribuir no auxílio dessas instituições e na assistência dos menos favorecidos. Essa é uma responsabilidade da igreja local e de sua liderança. Ambos prestarão contas a Deus com o que farão com os dízimos dos fieis. Que você cresça em generosidade e na consciência do evangelho. Que a sua igreja não pereça por sua negligência em relação aos dízimos e ofertas. Siga o Cristo crucificado.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

A GRAÇA É UMA PESSOA!


Uma das coisas mais engraçadas é a reação de algumas pessoas a abraços. Há pessoas que tem o hábito de abraçar, mas há pessoas que se sentem mal quando recebem abraços. Eu me lembro de uma situação há uns dois anos, quando fizemos o Dia do Abraço na Praça José Bonifácio, e eu dei um abraço num senhor de uns 60 anos. A reação do cara foi muito esquisita e até tosca: o cara se contorceu e estremeceu. Até parecia que ele iria ter uma convulsão.Quando a graça de Deus vem até nós, muitas vezes é assim que nós reagimos. É algo estranho e até mesmo embaraçoso. Deus nos oferece algo bom de mais para ser verdade: perdão imerecido, inconquistável e eterno. E nós ficamos lá, como o senhor que eu abracei, sem jeito, com vergonha, esperando que o abraço termine logo. Graça é algo que muita gente tem dificuldade de definir, quanto mais de abraçar. Graça é um termo que se encontra em toda a Bíblia. Sem dúvida é o conceito e o termo mais importante de toda a Bíblia. Como disse o Judah Smith: “A graça é o alicerce do Cristianismo e a essência da salvação, e como tal, certamente precisamos entendê-la”. Nos grandes dicionários existe pelo menos oito diferentes definições para a graça. Dessas oito pelo menos quatro você já ouviu, por exemplo:1.Traço ou característica charmosa ou atraente (“Ela se comporta com graça”).2. Aprovação, favor (“Você caiu nas graças dele”).3. Título de tratamento (“Vossa Graça”).4. Oração breve antes de uma refeição (“Dê graças pelo jantar”. Mas o significa de graça na Bíblia é o que realmente mais nos importa. A Bíblia define graça da seguinte forma: Auxílio divino não merecido dado ao ser humano para a sua transformação. O aspecto mais surpreendente no evangelho é que a graça é apresentada como sendo uma pessoa. Jesus é apresentado como a própria graça. No evangelho vemos a graça andando e comendo com pecadores.  A graça de Deus, que é Jesus, quer se encontrar com você. Pense na graça como uma realidade humana. Isso transformará a sua perspectiva do passado, do presente e do futuro. Dê espaço para a graça. Se relacione com ela. Essa será a experiência mais eletrizante já vivida por você. Siga o Cristo crucificado!

quarta-feira, 1 de junho de 2016

AS IGREJAS ESTÃO MORRENDO...

As igrejas estão morrendo! Isso parece forte, mas é um fato. É tipo uma pessoa com um vírus mortal incubado. Está lá, mas ninguém percebe. Acredito que isso esteja acontecendo porque as nossas igrejas não estão comunicando o evangelho e se relacionando efetivamente com as novas gerações. Igrejas fortes que prevalecerão, entendem a importância de se desenvolver um trabalho intencional com os mais jovens. As novas gerações se configuram como o maior desafio da igreja nos dias de hoje. Eu acredito piamente nisso. Diante desse desafio, enfrentamos um grande problema. O problema é que a maioria das igrejas não estão abertas aos jovens. Não os entendem. Não os acolhem. Não lhes dão voz. Num contexto geral, percebo sempre olhares enviesados quando algum jovem se destaca no exercício do seu ministério. Pastores jovens muitas vezes são vistos como "irreverentes", imaturos e irresponsáveis. Esse tipo de mentalidade é a prova incontestável de que a maioria das igrejas pararam no tempo e estão morrendo. Para neutralizar esse processo lento de mortificação, eu acredito que os mais velhos, assim como pastores mais maduros, precisam urgentemente estabelecer pontes com as novas gerações. Ler sobre eles. Ler o que eles leem. Ouvir o que eles ouvem. Se relacionar com eles. Acho que este é o nosso erro. Não se sabe nada sobre eles. A única coisa que se sabe fazer, muitas vezes, é criticá-los. "Essa geração é fútil...". "Eles são preguiçosos", e por ai vai. Tal ressalva se faz necessária: critica sem envolvimento não vale. Os mais jovens precisam ser amados, notados, valorizados e conhecidos! Siga o Cristo crucificado!
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