quinta-feira, 26 de novembro de 2015

O ISLÃ É UMA RELIGIÃO DE PAZ?


Nos últimos dias, se há um assunto que ganhou notoriedade e se tornou tema discussões acaloradas e de conversas cotidianas, esse assunto é o islamismo e os ataques terroristas perpetrados pelo grupo jihadista, Estado Islâmico contra a França. Como pastor, é comum pessoas me procurarem com questionamentos relacionados ao tema. "O que você pensa sobre o Islã?" "O Islã é uma religião de paz?"... esses e outros questionamentos tornaram-se recorrentes. Com o intuito de não dar respostas tendenciosas e preconceituosas a essas perguntas, iniciei há poucas semanas a leitura da tradução em português do livro sagrado dos muçulmanos, O Alcorão. Com muito cuidado e com a busca do máximo de isenção, me enveredei pelas páginas do livro sagrado, buscando entender as origens do código moral e dos dogmas centrais da fé islâmica. Na minha leitura (sequencial), pude perceber o carácter inegociavelmente jihadista do Alcorão. São centenas de versos incitando os muçulmanos a prática de açoites a pessoas surpreendidas em adultério, ao corte das mãos ao ladrão e ao ataque a todos os infiéis (os não muçulmanos). Acredito que qualquer pessoa que fizer a leitura do Alcorão com o máximo de isenção e com honestidade, chegará a mesma conclusão a que cheguei: o Alcorão não é um livro que conclama a paz, portanto o islamismo não pode ser considerado a uma religião de paz, já que se baseia nas palavras literais do Alcorão. Com isso, não estou dizendo que os muçulmanos em sua grande maioria (eles são 1,6 bilhões), são jihadistas e oponentes da paz. Muito menos estou dizendo que o islamismo não possua qualidades altruístas, pois um dos seus cinco pilares é o pagamento de tributos aos pobres. Com esse pequeno texto, apenas quero expressar a minha sincera opinião acerca da interpretação que fiz (ou das conclusões a que cheguei), ao ler o livro sagrado dos muçulmanos. 

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

O QUE É TERROR?




Que tal parar de justificar o terror? Paul Krugman, economista ganhador do premio Nobel e colunista do New York Times diz que o problema do islamismo radical é o desemprego. Ele vive por tanto tempo na bolha de isolamento de seu mundo intelectualóide que é capaz de dizer uma bobagem destas. Outro insano de respeito é Thomas Friedman que também escreve para o NYT. Friedman diz que a causa da violência islâmica no Oriente Médio é a mudança climática.

Estes prezados senhores imbecilizados por sua cosmovisão que se recusa a aceitar a existência do mal nunca vão entender o terror. O terror não é nada além do mal em sua forma mais pura. O mal pelo mal para causar o mal, para ferir, para chocar. O mal que eleva a morte e a dor como forma de adoração a Deus.

Na noite da sexta, dia 13, a mídia americana ao comentar os atentados de Paris não falava em terrorismo islâmico. Cuidadosamente chamava os perpetradores dos crimes em Paris de “atiradores”. Mas algumas pessoas entrevistadas que estavam na casa de show Bataclan que foi ferozmente atacada diziam: – Ouvimos a frase: “Allahu Akbar!” – antes das primeiras rajadas de metralhadora.

A frase: “Alá seja engrandecido”, é a marca registrada do terror. Este Alá que se engrandece com mortes aleatórias produzidas em massa em seu nome para mim não pode ser outro, mas o senhor das trevas em pessoa.

A cosmovisão cristã nos propõe dois norteadores de comportamento, Deus e o diabo. O diabo personifica o mal, a distorção do propósito para a qual fomos criados. A escolha pelo mal não nos chega de fora para dentro. O diabo não produz o nosso mal. O mal vem de dentro de cada um. É gerado em nós pela decisão pessoal de escolher o mal ao invés do bem. Seu ponto de partida é a escolha individual. Mas assim como o bem, o mal assume dimensões coletivas, metafísicas, espirituais. Não podemos negar que exista a espiritualidade do mal. Como uma tempestade de areia no deserto ela envolve populações inteiras, envolve maneiras de viver, culturas e religiões. Ela cega perspectivas, olhares, interpretações. A metafísica do mal escreve livros e tratados e pede dedicação e compromisso integral. Ela prende populações inteiras dentro de suas trevas impenetráveis.

O secularismo não admite espiritualidades de nenhuma forma a não ser as autoinduções e talvez a para-normalidade produzida pela força da mente humana. Fora isto a cosmovisão de Krugman e Friedman não tem espaço para o metafísico, para o compromisso com uma realidade que não seja palpável, para uma moral ditada pelo intangível, para o comportamento motivado por razões além do meu estômago e das necessidade físicas. Todas estas “impossibilidades” para os ateístas são os componentes da religião. Sem entender esta parte integral da natureza humana é impossível se entender o terrorismo.

Concluo que existem sim “religiões” do mal. O radicalismo islâmico é uma delas. Esta cosmovisão maligna vê o terror como um ato de devoção sagrada. A morte de inocentes é adoração porque este Deus odeia os infiéis e glorifica sua morte.

Ap contrário do que dizem alguns comentaristas políticos Paris não foi atacada pela arrogância da política externa francesa que bombardeou os nichos do EL na Síria. Nem foi atacada tampouco pela incapacidade francesa de incluir as populações dos guetos islâmicos de Paris e da França em geral em seu estilo de vida abastado. Aliás só fala isto quem não conhece o sistema de “wellfare” francês e os esforços enormes que a Europa em geral faz para facilitar a vida dos imigrantes.


Paris foi atacada pelo mal do terror. Foi atacada pela religião diabólica que é o islamismo radical principalmente na versão do Estado Islâmico. Foi atacada pela “espiritualidade” do mal que o próprio secularismo europeu tem dificuldade de reconhecer.


Eu oro para que a verdade da realidade humana que inclui a espiritualidade vai ser vista novamente na Europa. E que como resistência ao mal eles se rendam ao bem supremo: Cristo, crucificado e ressurreto.


Por Bráulia Ribeiro

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

A DESCOBERTA QUE ME FEZ BOCEJAR...

Hoje ao abrir uma grande revista de nosso país, me deparei com uma matéria que gerou em mim um bocejo daqueles bem entediantes. A matéria se referia a descoberta, na África do Sul, de uma espécie do gênero humano, que pode revolucionar a forma como se tem compreendido a "evolução" do homem [1]. Escrevi a palavra evolução entre apas propositalmente, pois a  macro evolução do homem assim como de animais e plantas, não passa de uma teoria que em mim gera bocejos. Homo Naledi como é chamado o fóssil encontrado na África do Sul, que segundo os cientistas e arqueólogos pode ser a ponte que separa hominídeos de humanos, com certeza é mais uma conjectura bem intencionada dos cientistas evolucionistas para tentar completar a peça do quebra-cabeça da teoria da evolução que nunca se fecha. Em outras épocas notícias promissoras como essas surgiram e todos esperavam que o "elo perdido" de Darwin viesse a tona. Todos os achados antecedentes ao Homo Naledi, provaram ser apenas conjecturas para não dizer "farsas". Foi uma enxurrada de "Australopithecus". Todos esses achados fósseis surgiram com a mesma força do Homo Naledi, mas no final das contas não passavam de enganos ou de fósseis forjados, como o foi o caso do Homem de Piltdown. Uma pequena pesquisa no Google fonecerá as informações comprobatórias ao que estou dizendo. Sei que as formas transicionais das espécies estão em aberto, pois na Ciência, enquanto a tempo há esperança. Um evolucionista que ler essas palavras e souber que sou cristão, será tentado a fazer uma crítica comparativa com o Cristianismo. Ele dirá: "Assim como os cristãos acreditam na ressurreição e na segunda volta de Cristo, e a não aparição de Cristo não invalida a fidedignidade de sua crença, também a não descoberta de uma forma transicional não invalida a Evolução". Sim, sou forçado a concordar. Na verdade, tudo se baseia na fé e na esperança. Enquanto isso, eu viro mais uma página da minha revista e dou mais um bocejo... Siga o Cristo crucificado!

NOTAS

[1] Texto digital, Disponível em:

<http://veja.abril.com.br/ciencia/descoberta-do-homo-naledi-mostra-que-e-preciso-rever-toda-a-evolucao-humana/> (Acessado em: 15 de setembro de 2015)

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

OVERPARENTING: A DOENTIA RELAÇÃO DOS PAIS COM SEUS FILHOS.

Hoje pela manhã ao abrir a revista Veja, me deparei (em suas páginas amarelas), com a entrevista de Julie Lythcott-Haims,  ex-reitora da Universidade Stanford, falando sobre o fenômeno da obsessão dos pais em guiar a proteger seus filhos, o chamado overparenting. Li a entrevista e acredito que o fenômeno ganhou contornos globais, pois aqui em Piracicaba, no contexto no qual me encontro, identifico essa realidade. No meu trabalho religioso com adolescentes tenho presenciado o fenômeno overparenting. São pais que superprotegem seus filhos a ponto de torná-los nulos em suas decisões e ações. Por exemplo, conheço meninos de 17 anos que nunca circularam sozinhos dentro de um transporte coletivo. Parece estórinha, mas é verdade. Na minha experiência relacional com os adolescentes da presente geração, cheguei aos seguintes dados estatísticos: 99% das meninas de 15 anos não sabem cozinhar; sequer sabem fritar um ovo. 90% dos meninos de 16 anos nunca arrumaram o próprio quarto. Na minha época (quem diria que um dia diria "na minha época" rsrsr), as meninas de 15 anos ajudavam seus pais em algumas tarefas domésticas. Os meninos de 16 anos, em sua grande maioria, pensavam em arrumar um emprego e ter seu próprio dinheiro. Hoje, os adolescentes, quase e em sua totalidade, são irresponsáveis. Isso se deve não somente a constante presença da tecnologia, mas sobretudo, por conta da  intervenção dos pais na vida dos seus filhos. Segundo os estudos de Julie Lythcott-Haims, a atitude superprotetora dos pais em relação aos filhos, gera  adultos infantilizados. No Brasil essa geração de "adultos crianças" é conhecida como "geração canguru", composta de adultos de 25 a 34 anos que ainda moram com os pais. Isso é um retardamento social e os principais responsáveis são os pais que superdirecionam e superajudam seus filhos. No mundo hiperconectado em que estamos, tudo concorre para que os adolescentes se tornem apáticos, medrosos e irresponsáveis. A tendência natural das coisas é o quadro piorar. Assim como a ex-reitora da Universidade Stanford, acredito que os pais são chave na modificação dessa situação e na interrupção dessa triste tendência. O meu apelo aos pais de adolescentes é que não superprotejam seus filhos. Deixe-os sofrer por suas más decisões, para que dessa forma cresçam e aprendam a se emancipar como futuros adultos numa sociedade que implica muitas demandas e decisões. Imponha tarefas cotidianas aos seus filhos. Isso lhes introjetará um senso de responsabilidade e de satisfação interior. Antes que me questionem com qual experiência estou dizendo tais coisas, lhes respondo: com a experiência de alguém que não foi superprotegido pelos pais. Hoje, graças a Deus e a atitude deles, sou um cidadão de bem. Siga o Cristo crucificado!

quarta-feira, 10 de junho de 2015

TEÓLOGOS DE FACEBOOK...

Todos são teólogos? Este é o título do meu texto de hoje. Resolvi escrever este texto pois há tempos, tenho presenciado, sobretudo nas redes sociais, muita gente se manifestando como se fossem de fato, teólogos. Acredito que há uma explicação sociológica para o fenômeno, mas a constatação prática é que após o advento do Google, todo mundo hoje é construtor de teologias. O engraçado nessa história toda, é que essa galera malemá leu algum livro da Bíblia inteiro e na maioria das vezes, não estão envolvidos com algum trabalho prático em suas comunidades de fé; isso quando fazem parte de uma comunidade de fé. Todos são teólogos? Eu responderia tecnicamente que não. Eu mesmo, que possuo treinamento acadêmico na área teológica e sou pastor de uma igreja histórica, passo longe do labor teológico, pois teólogos são aqueles que vivem de escrever e produzir teologia. Essa é a resposta técnica a pergunta: "Todos são teólogos?". Agora, se o meu intento fosse responder a mesma pergunta baseando-me no que acontece no mundo virtual,  eu responderia que sim. Na era digital em que vivemos, todos são (ou melhor; se consideram), teólogos. Essa realidade se constata nos posts de facebook. São tantas frases, conceitos e pré-conceitos teológicos, emitidos com arrogância por pessoas de bagagem teológica quase nula, que até parece que estamos na Alemanha do século 19, com toda a sua efervescência teológica. O problema dos chamados teólogos de facebook, é que estes, por detrás de suas críticas e achismos, escondem uma vida de reflexão rasa e uma fé mortificada. Eles estão em busca de significado e relevância. Buscam tresloucadamente, demonstrar um intelecto brilhante e uma capacidade de reflexão acima da média, quando não possuem bases sólidas na vida. Aos teólogos de facebook, deixo o seguinte conselho: antes de ler Agostinho, Barth, Bultmann e tantos outros teólogos brilhantes, leiam a Bíblia Sagrada. Só se pode compreender e discernir muitos conteúdos, quando se tem uma vivência com Palavra de Deus. Qualquer grande teólogo cristão sério, comungou ou comunga do seguinte principio: o conhecimento verdadeiro e profundo, nos torna humildes, pois na absorção dele, nos defrontamos com a nossa incapacidade, limitação e ignorância.  Nem todos são teólogos! Siga o Cristo crucificado!

terça-feira, 9 de junho de 2015

VOCÊ AMA OS GAYS?

Hoje volto a escrever mais um texto relacionado a complexa relação entre evangélicos e gays. Ontem escrevi um pequeno texto aqui no meu blog, deixando a minha opinião e demarcando a minha posição sobre o assunto gerado pelas manifestações na Parada Gay, realizada no último domingo. As reações ao texto que escrevi, foram as mais diversas.  O que me motiva escrever este novo texto, é a conturbada relação entre evangélicos e gays. Isso é algo patente. Dispensa legendas, mas é necessário fazermos uma reflexão sobre o tema. Os gays estão presentes nas igrejas evangélicas. Só não vê quem não quer. Eles estão lá. Cantam, lideram, cuidam de crianças, ensinam, pregam e muitas vezes são fervorosos na prática de fé. Diante dessa realidade, eis a questão: Como devemos lidar com a homoafetivade na igreja? Como pastor de jovens de uma igreja evangélica, posso dizer que já lidei e lido com alguns casos de jovens homossexuais dentro da igreja. Como lido? Confesso que as vezes, é muito difícil para mim, pois vivo sempre no fio da navalha, demonstrando amor incondicional ao passo que deixo claro a minha não concordância com a prática homossexual. Para aqueles que advogam que a prática do amor incondicional dispensa a declaração da verdade, puxo o lençol, e desnudo a realidade de que os homossexuais precisam entender que a homoafetividade, não é o padrão de vida que a Bíblia Sagrada ensina. Voltando a falar sobre a minha relação pastoral com homossexuais dentro da igreja, digo que as interações que mantenho com eles são maravilhosas. Na maioria dos casos, eles entendem que segundo a Bíblia Sagrada, a prática homossexual consiste em pecado. O problema dos homossexuais com os quais lidei e lido, não é doutrinário ou teológico. O problema é sempre emocional. Eles não se sentem amados e aceitos na condição em que se encontram. Acredito que esse é o xis da questão: precisamos amar e aceitar verdadeiramente os homossexuais. Eu acredito que nesse processo de amá-los, a declaração da verdade se faz necessária, sobretudo na época em que vivemos, pois conheço muita gente que por não entender a verdade sobre o assunto, se encontra presa na prática homossexual. Mas enfim, os evangélicos como um todo fraquejam no amor que deveriam demonstrar aos homossexuais. Declarações cheias de ódio como a do cantor evangélico Thalles Roberto, que rogou fogo do céu contra os gays, corroboram a complexa relação dos evangélicos com a comunidade gay. Mais alarmante do que a declaração de um cantor evangélico cheio de ira foram os comentários que seguiram a sua declaração. Milhares de evangélicos apoiaram o cantor e também imprecaram maldições contra os gays. Como cristãos, precisamos rever a forma como temos tratado os homossexuais. Será que os aceitamos mesmo? Será que os amamos de verdade? Se você faz parte de uma igreja evangélica e se assume evangélico, deixo uma pergunta: "Você tem caminhado e se relacionado intimamente com algum homossexual?". Se a sua resposta for não, vale a pena uma avaliação do seu cristianismo, pois eles estão nas igrejas. Das duas uma: ou você não está prestando atenção nas pessoas com as quais se relaciona, ou você está negando o fato de que eles estão presentes na sua igreja e de que necessitam de amor e de aceitação. Que amemos verdadeiramente os homossexuais e que o amor transforme a todos nós. Siga o Cristo crucificado!

segunda-feira, 8 de junho de 2015

GAYS E EVANGÉLICOS: O FOGO CRUZADO!




Hoje de manhã, ao abrir os jornais e dar uma giro nas redes sociais, percebi que uma imagem em especial, ganhou os olhares e despertou o interesse das pessoas. A imagem está relacionada a Parada Gay, realizada no último domingo, na Avenida Paulista em São Paulo. Dentre todas as manifestações gays no evento, a imagem de uma transexual dependurada numa cruz, se destacou, gerando um frisson na comunidade cristã-evangélica no Brasil. Muitas foram as reações decorrentes do conteúdo da imagem. O cantor do seguimento gospel Thalles Roberto, manifestou em rede social, a sua indignação em relação aos autores da brincadeira, clamando contra eles, fogo do alto e destruição. O polemico deputado e pastor Marco Feliciano, fez uma critica a intolerância do movimento gay no Brasil. Por outro lado, artistas e personalidades apoiaram a brincadeira se respaldando no direito de liberdade de expressão dos passeantes gays. Houve até mesmo pastores evangélicos e blogueiros cristãos, que evocando a amorosidade do cristianismo, defenderam o direito dos gays em fazerem tal brincadeira. No meio desse fogo cruzado, me posiciono, deixando claro 7 coisas:

Reprovo totalmente atitudes de indignação, como o do cantor Thalles Roberto que clamou por juízo contra os gays autores da manifestação. Acredito convictamente, baseando-me nos evangelhos, que Jesus jamais clamaria por fogo dos céus contra aqueles que se encontram em estado de alienação espiritual. Segundo o evangelho de Lucas, quando Jesus em certa ocasião não fora recebido pelos samaritanos, dois de seus discípulos, Tiago e João, lhe perguntaram:"Senhor, queres que façamos cair fogo do céu para destruí-los?". Jesus, os repreendeu severamente, lhes dizendo: "Vocês não sabem de que espécie de espírito são, pois o Filho do homem não veio para destruir a vida dos homens, mas para salvá-los". Acredito e defendo a liberdade de expressão, mas também creio que há um limite em qualquer tipo de manifestação. Brincar com símbolos religiosos pode ser um ato de liberdade de expressão do individuo, assim como também pode ser um ato de intolerância religiosa. Há uma linha muito tênue entre brincar e/ou fazer uma critica com símbolos religiosos e agir com intolerância religiosa. Contra-argumentando o discurso de muitos, de que o próprio Jesus Cristo em sua época, ridicularizou ou até mesmo brincou com símbolos religiosos, destaco o fato de que  na cultura judaica da época de Jesus não havia símbolos religiosos como há no Cristianismo; o que havia, eram tradições humanas escravizantes, as quais Jesus quebrou para ensinar o evangelho. Jesus nunca brincou com símbolos religiosos! 3º Manifestações como a da transexual travestida de Cristo crucificado, pode ser interpretada como intolerância religiosa, que segundo o nosso código penal, é crime. Segundo o  Art. 208. do Código Penal Brasileiro, constitui-se como crime contra o sentimento religioso: Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso; Pena – detenção, de 1 (um) mês a 1 (um) ano, ou multa. Parágrafo único. Se há emprego de violência, a pena é aumentada de um terço, sem prejuízo da correspondente violência. Creio que o movimento gay ativista é um projeto filosófico, e como qualquer projeto filosófico, possui uma agenda e interesses próprios. Debochar do símbolo mor do cristianismo, é uma afronta ideológica ao ensino cristão de que a prática homossexual é pecado e inviável. 5º Se posicionar contra a prática homoafetiva ou até mesmo brincar com símbolos relativos ao movimento gay, é interpretado na maioria das vezes como homofobia. Seguindo a lógica, o contrário poderia ser interpretado como cristofobia. Seria um ato de cristofobia a imagem de uma transexual travestida de Cristo crucificado? Como cristão, me senti incomodado com as manifestações ridicularizantes do movimento gay contra os símbolos da fé que professo. Devemos orar pelos gays que brincam com símbolos religiosos e também pelos evangélicos que clamam por fogo do céu contra aqueles que se levantam contra a sua fé.

Esse é o meu posicionamento quanto ao assunto. Que gays e evangélicos se encontrem com Jesus. Que todo ódio e desrespeito de ambos os movimentos seja aplacado pelo amor daquele que morreu na Cruz para salvar gays e evangélicos. Siga o Cristo crucificado!

segunda-feira, 1 de junho de 2015

"CHARLIE, CHARLIE"


"Charlie, Charlie, you are here?". Você muito provavelmente viu nas redes sociais ou assistiu no youtube, vídeos de adolescentes fazendo o desafio da evocação do demônio que responde pelo lápis, o Charlie. O desafio do "Charlie Charlie" que consiste em colocar dois lápis, um sobre o outro em formato de cruz, com um papel escrito "Sim" e "Não", com o intuito de que o espírito se comunique, tornou-se algo viral nas redes sociais na última semana. O que pode parecer apenas mais uma brincadeira inocente de adolescentes estudantes de escolas de ensino médio, é na verdade algo muito sério. O desafio do "Charile, Charlie", que é uma nova roupagem da brincadeira do compasso, é uma iniciação ao ocultismo. Milhares de adolescentes no mundo estão fazendo conexões sérias com o mundo das trevas, pensando estarem brincando com um suposto espírito brincalhão que responde pelo lápis. "Charlie, Charlie" não é apenas mais uma jogada de marketing da industria do cinema para anunciação de um novo longa de terror; é também uma oportunidade aproveitada pelo reino do oculto para aproximar diretamente milhares de adolescentes à realidade das trevas. Na época em que cursei o ensino médio, presenciei adolescentes serem dominados em sala de aula por forças demoníacas após participarem da brincadeira do compasso, que consistia na invocação de forças ocultas. Uma garota que estudava comigo, chegou as raias da loucura, após ter feito conexões com um espírito que se comunicara com ela na brincadeira em sala de aula. Para os adolescentes que estão participando do desafio do "Charlie" deixo a minha orientação: evite a brincadeira, pois o reino do oculto não brinca. As forças do mal, se dissimulam em brincadeiras aparentemente inofensivas, para terem acesso a vida das pessoas e destruírem as mesmas. Siga o Cristo crucificado!

quinta-feira, 28 de maio de 2015

NUNCA TENTE PERSUADIR O TOLO COM ARGUMENTOS. É INÚTIL!



Texto maravilhoso e muito elucidativo do meu antigo professor de filosofia Jonas Madureira.


Tolos. Se você conhece algum, vai entender perfeitamente a razão pela qual considero o caminho da persuasão lógica e racional um caminho contraproducente no diálogo com eles (se é que é possível tal diálogo!). A razão é bem simples: o tolo é, por natureza, completamente satisfeito consigo mesmo. Ou seja, ele está tão embriagado de si mesmo que a única coisa que ele consegue aceitar, no diálogo com o outro, é ele próprio e suas ideias. Nada mais lhe interessa senão confirmar ou reafirmar suas teses. Ele não consegue olhar para o outro, esforçando-se por compreendê-lo. E essa incapacidade decorre do fato de que ele foi sugestionado a acreditar em si mesmo e em suas ideias sem ter que, ao mesmo tempo, refletir criticamente sobre si mesmo e suas ideias. Em outras palavras, o tolo é aquele que foi ensinado por “autoridades inquestionáveis” a absorver inúmeros pressupostos, muitos deles plausíveis e verdadeiros, porém sem questioná-los, sem pensá-los.


Que não se entenda a tolice dos tolos como uma patologia da qual os hábeis intelectuais estão imunes! Dizer que a tolice faz parte apenas da natureza daqueles que não alcançaram o paroxismo da inteligência humana é um erro crasso que apenas os tolos cometem. É indubitável que a tolice não é, por natureza, um defeito intelectual, mas um defeito humano. Por exemplo, existem pessoas que são intelectualmente ligeiras, sacam as coisas com rapidez, mas são tolas (basta lembrar do filósofo alemão Martin Heidegger, que possuía uma notável habilidade lógico-filosófica, mas que, em um determinado momento de sua vida, defendeu os ideais nazistas). Em contrapartida, existem pessoas que são muito lentas quando pensam, mas são tudo menos tolas (Lutero, por exemplo, vivia reclamando pelos cantos da Universidade de Erfurt, na Alemanha, de que ele jamais poderia ser um teólogo de verdade porque se considerava lento demais para o raciocínio lógico; e, diga-se de passagem, muitos seguidores de Philipp Melanchthon concordariam com Lutero!).


Entender que a tolice é um defeito humano é sacar que todas as pessoas são, por natureza, tolas. Portanto, pessoas não se tornam tolas, elas no máximo deixam de ser tolas. E como elas deixam de ser tolas? Dietrich Bonhoeffer, quando estava preso por causa da perseguição nazista, escreveu inúmeras cartas. Numa delas, ele disse que “somente um ato de libertação poderia vencer a tolice; um ato de instrução ou argumentação lógica nada pode fazer para convencer o tolo de sua tolice. Antes de tudo, o tolo precisa de uma libertação interior autêntica, e enquanto isso não ocorre temos de desistir de todas as tentativas de persuadi-lo”.


Essa necessidade de “libertação interior autêntica”, enfatizada por Bonhoeffer, também pode ser encontrada entre os primeiros filósofos gregos. No livro VII daRepública, Platão mostra Sócrates “ensinando” para o jovem Glauco que para as pessoas conhecerem a verdade elas precisam ser primeiramente libertas. Para isso, o filósofo contou uma história sobre seres humanos que, desde o seu nascimento, estão aprisionados em uma caverna subterrânea. Eles não sabem o que é o mundo fora da caverna. Suas pernas e seu pescoço estão algemados de tal sorte que são forçados a permanecer sempre no mesmo lugar e a olhar apenas em direção a uma parede. Atrás deles, na entrada da caverna, há um foco de luz que ilumina todo o ambiente. Entre esse foco de luz e os prisioneiros, há uma subida ao longo da qual foi erguido um pequeno muro. Para além desse pequeno muro, encontram-se homens que transportam estátuas que ultrapassam a altura do pequeno muro. Eles carregam estátuas de todos os tipos: de seres humanos, de animais e de toda sorte de objetos. Por causa do foco de luz e da posição que ele ocupava, os prisioneiros são capazes de enxergar, na parede do fundo, as sombras dessas estátuas, mas sem verem as próprias estátuas, nem os homens que as transportam. Como nunca viram outra coisa além das sombras, os prisioneiros pensam que elas são as próprias coisas. Ou seja, não podem saber que as sombras não passam de projeções das coisas, nem podem saber que as coisas projetadas são, na verdade, estátuas carregadas por outros seres humanos.

O que aconteceria, pergunta Sócrates a Glauco, se alguém libertasse os prisioneiros? O que faria um prisioneiro liberto daquelas algemas? Sem dúvida, olharia toda a caverna. Ao seu redor, veria os outros prisioneiros, o pequeno muro às suas costas, as estátuas e a entrada da caverna. Seu corpo doeria a cada passo dado. Afinal de contas, ele ficou imóvel durante muitos anos. Não bastassem as dores do corpo, ao se dirigir à entrada da caverna ficaria momentaneamente cego, pois aquele foco de luz que clareava a caverna, na verdade, era o sol. Porém, com o passar do tempo, já acostumado com a claridade, seria capaz de ver não só as estátuas, mas também os homens que as carregavam. Prosseguindo em seu caminho, passaria a enxergar as próprias coisas, descobrindo que, durante toda sua vida, não contemplara senão sombras das estátuas projetadas no fundo da caverna.


Na condição de conhecedor desse “novo” mundo, o prisioneiro liberto regressaria ao velho mundo subterrâneo. Ao chegar, ele contaria aos outros prisioneiros, ainda algemados, o que viu. Sua missão seria libertá-los, pois é somente na condição de livre que alguém pode ser capaz de contemplar o mundo das coisas tais como elas são. O que mais poderia acontecer após esse retorno? Os demais prisioneiros zombariam dele, não acreditariam em suas palavras, pois o único mundo real é o mundo da caverna. Por isso, tentariam silenciá-lo de todas as formas. No entanto, se ele teimasse em afirmar o que viu e insistisse em convidá-los a sair da caverna, os homens das sombras o matariam. Foi assim que Sócrates concluiu o mito da caverna.


Os tolos são aqueles que tomam as sombras como se fossem as coisas mesmas. O homem-que-deixou-de-ser-tolo, porém, é aquele que não se satisfaz com as imagens projetadas no fundo da caverna, mas impulsionado pelo desejo de contemplar as coisas mesmas, arrebenta os grilhões que o aprisionam. Ao se libertar, dirige-se ao mundo verdadeiro. E quando o mundo verdadeiro se abre para ele, ou seja, no momento em que ocorre a revelação da verdade (alethéia), o homem-que-deixou-de-ser-tolo se compraz apenas em perceber sua própria tolice. Esse é o ponto. O tolo, por natureza, não sabe que é tolo, não tem consciência de sua tolice. Ele toma as sombras como se fossem as coisas mesmas. Por isso, a única maneira de um tolo se livrar de sua tolice é descobrir que ele é tolo. Mas veja, esse é o ponto de partida não o de chegada. Depois da consciência da tolice, é preciso deixar de ser tolo!


Enquanto o tolo não enxerga a sua tolice não adianta argumentar. Não adianta tentar persuadir aquele que está completamente preso em si mesmo. E por que? Porque onde há oprimidos há um opressor. Há um opressor dentro do tolo. Na conversa com ele percebe-se que não é com ele mesmo que se está tratando, mas com chavões, clichês, palavras de ordem, argumentos ad hominem, que operam nele e tomam conta de sua mente. O tolo, como diz Bonhoeffer, “está fascinado, obcecado, foi maltratado e abusado em seu próprio ser. Tendo-se tornado, assim, um instrumento sem vontade própria”.


Enfim, minha ojeriza pela tolice não deveria ser entendida como mero ódio ao tolo, mas, sim, como ódio ao poder que inevitavelmente precisa e se nutre da tolice humana.


“Hey! Teacher! Leave them kids alone!”

quarta-feira, 13 de maio de 2015

VOCÊ DESEJA SER RECONHECIDO?

Dias atrás, estive conversando com um amigo sobre a existência de um forte desejo por posições de evidência, que grassa dentro das igrejas evangélicas. Conversávamos sobre o imaginário criado pela maioria das pessoas em relação a posições de evidência. Há um profundo desejo ou até mesmo uma espécie de fetiche em ser identificado como alguém reconhecido. Digo isso, porque cotidianamente converso com jovens que expressam esse desejo por evidência. No contexto religioso (de uma igreja evangélica), no qual me encontro, é natural arder um anseio por ser um pastor ou algo do gênero. Não há nenhum problema em almejar ser um pastor ou líder espiritual dentro de uma comunidade cristã, pois a própria Bíblia Sagrada, diz que tal intento é algo nobre. O problema é que muitos desses jovens, se encontram confusos, e enredados por um desejo por relevância e influência, que só lhes fará mal. Esse forte desejo ou fetiche pelo poder da evidência, leva muitos a enxergarem a fé cristã, como uma corrida de 100 metros rasos ao invés de enxergá-la como uma maratona. Dessa forma, a vida cristã se torna um lugar onde se chega e não um jeito como se vai. Uma espiritualidade que é compreendida como um lugar onde se deve chegar, é fraca, vazia e enganosa. Nos leva a viver por um sistema de meritocracia diante de Deus, onde cada boa ação se torna um degrau da escada do sucesso, que é o lugar onde se deve chegar. O raciocínio de alguém que vive a fé cristã dessa forma e possui fetiche por evidência, é mais ou menos o seguinte: "Pessoas que são realmente usadas por Deus e que causam algum tipo de impacto positivo sobre outros, são pessoas que ocupam posições de evidência, portanto preciso, lutar por  evidência e reconhecimento". Não existe nada mais falacioso do que tal pensamento... O apóstolo Paulo diz que devemos nos despir do velho homem, que busca reconhecimento e nos revestir do novo homem que abandona esse desejo. Jesus, ao ser aclamado pelas multidões, fugiu para que o seu coração não se enganasse. Se você busca reconhecimento a qualquer custo, entenda que esse não é o propósito de Deus para a sua vida. O propósito de Deus para a sua vida é que você consiga experimentar o real significado de sua existência, sem o uso de títulos e sem a necessidade de ser visto. Que nesse novo dia, você abandone essa forma enganosa de pensar e viva sem fetiches, que só servem para nos aprisionar. Seja livre do desejo de ser reconhecido! Siga o Cristo crucificado.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

DESABAFO DE UM PASTOR DE JOVENS...

Há alguns dias, numa conversa rotineira com uma amiga que não professa a fé cristã, ouvi dela algo que me gerou um sentimento de motivação. Estávamos falando sobre futuro e impacto, quando ela me disse: “Me desculpe, mas a função que você exerce na sociedade, a meu ver é irrelevante”. Ela disse isso na minha cara, com toda a sua sinceridade. Sou pastor de jovens duma comunidade cristã. Não acredito que minha amiga esteja certa, pois ao contrário, segundo o meu ponto de vista, a função de um pastor da nova geração numa comunidade cristã é a mais nobre e potencialmente influenciadora da sociedade. Pode soar como arrogância de minha parte, mas não o é. Somente pastores da nova geração podem exercer influência direta na vida de adolescentes e jovens sem um projeto existencial. Hoje fui surpreendido com a notícia de uma adolescente aqui em Piracicaba, que foi esfaqueada dentro do ambiente escolar por um jovem infrator. Notícias como essa mexem com as minhas entranhas e me levam a localizar o sentido da minha vocação em um mundo doido e confuso como esse em que vivemos. Temos um grande desafio pela frente, e o desafio é alcançar a geração "Y/Z" com o evangelho de Jesus. Para esse empenho estou disposto a utilizar todos os meios possíveis a que temos acesso. Este é o motivo pelo qual eu não estou “nem aí” para os moralistas religiosos de plantão. Usarei a linguagem mais acessível e desconectada de jargões religiosos, para comunicar o transcendente para eles. Sonho com minha geração alcançada pelos valores do Reino de Deus. Sonho com milhares de jovens num sábado a noite celebrando a presença do Pai amoroso. Sonho também com uma geração que vai impactar os mais diferentes nichos da sociedade, com muito trabalho e amor, procedentes do Reino de Deus. Em direção a geração "Y/Z"! Siga o Cristo crucificado!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

FALTAM LÍDERES DE JOVENS...



Como um pastor de Adolescentes e Jovens de uma igreja local, a cada dia que passa chego a conclusão de que não é a juventude que é dificil ou fechada para o evangelho, mas sim os líderes de juventude, que na maioria dos casos, é que são despreparados, obsoletos ou inadequados para influenciar as novas gerações. Gostaria de compartilhar o texto do pastor de jovens Davi Lago:

A igreja do amanhã precisará de capacitação divina para entender e superar grandes desafios, como por exemplo: o pensamento pós-cristão e pluralista enraizado na academia; a alienação hedonista da juventude; o esgotamento da credibilidade do protestantismo evangelical por causa da teologia da prosperidade; a crise ecológica sem precedentes; a falta de preparo e visão dos líderes atuais para capacitar a nova geração. Esse último desafio muito preocupa. A igreja brasileira tem POUQUÍSSIMOS líderes mais velhos realmente capacitados para inspirarem a nova geração de líderes. É óbvio que nossa fé não depende de homens, mas também é óbvio que jovens precisam de referências para tudo na vida (Tt 2.6-8). E o fato é: diariamente recebo emails de líderes jovens desesperados com os usos e abusos de pastores mais velhos, que já não escutam ninguém, nem a Deus. Somos uma geração órfã de pais espirituais. Recebi um email de um jovem líder com o título: "SOCORRO! MEU LÍDER ENLOUQUECEU!". Por um lado, há líderes de cabeça branca que, a essa altura da vida, deveriam colaborar mas só atrapalham. Líderes lentos, previsíveis, com vasto repertório de atitudes mesquinhas e pequenas. Líderes que idolatram a si próprios. Líderes com forte ímpeto de autoendeusamento. Por outro lado, a juventude está enfadada de líderes velhos cínicos, amargurados, que só reclamam e não tem propostas para nada. "Tudo bem Davi, mas você é apenas um jovem, quando for velho vai entender melhor as coisas, a vida e a igreja". Perdoem-me os velhos ensimesmados que pensam assim, mas não tomem o fracasso de vocês como base para nada. Sei que a vida não é um mar de rosas, que no mundo temos aflições, que tudo é vaidade, etc, mas amigos, eu creio nas Escrituras, eu creio em Jesus Cristo, eu creio no poder da ressurreição. É compreensível que os líderes mais velhos ranzinzas sejam chatos e fiquem reclamando de tudo, afinal, a vida deles foi muito ruim e por isso são frustrados. Mas até o SUPREMO PAPA DOS HOMENS VELHOS CHATOS, o Eclesiastes, chegou a conclusões inspiradoras para os jovens. Ele escreveu: "Alegre-se, jovem, na sua mocidade" (Ec 11.9), "Lembra do teu Criador nos dias da tua mocidade" (Ec 12.1), "Tema Deus e obedeça ao seus mandamentos" (12.13). O problema é que o líderes velhos chatos de hoje param na reclamação: "Que grande inutilidade! Que grande inutilidade! Nada faz sentido!" (Ec 1.2). A juventude precisa de mentores que sejam asas e não gaiolas. Enfim, cabe a liderança jovem pedir misericórdia a Deus e olhar para Jesus. Creio que também é útil aprender com os textos de grandes líderes cristãos do passado, verdadeiros estadistas de Deus, homens de visão e coração grande como Charles Spurgeon (jovens, leiam toda a série "Lições aos Meus Alunos"), John Stott (leiam tudo que ele escreveu), Eugene Peterson, Richard Baxter, etc. Há esperança.
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