quinta-feira, 26 de abril de 2012

8 ANOS DE BETESDA: UM LADO DA HISTÓRIA...





Nunca me esquecerei da primeira vez em que me reuni com o grupo que fora o embrião daquilo que seria a Igreja Batista Betesda. Foi no ano de 2004, na casa de Neide e Neno, um dos casais fundadores da Betesda. A reunião fora realizada num domingo de manhã. Eu fui de acompanhante de Ricardo Capler, que na época ainda era seminarista da Igreja Batista do Parque Piracicaba. Após essa reunião o Espírito de Deus começou a guiar aquele pequeno grupo de pessoas (umas 10 no máximo). O Primeiro passo que deram foi a decisão de convidar o então seminarista da Igreja Batista do Parque Piracicaba, Ricardo Capler, para líderá-los. O segundo passo dado foi deixarem de ser um ponto de pregação para se tornarem uma congregação da Igreja Batista do Parque Piracicaba. O culto de inauguração fora marcante. Realizado no primeiro salão da história da Betesda (salão esse marcado pela infra-estrutura precária, com pés de mamonas  por toda parte e blocos de tijolos prestes a despencar sobre a cabeça dos frequentadores). Após esse culto de inauguração, a Betesda começou a sua empreitada espiritual num contexto social cheio de desafios e contrariedades. Ricardo Capler, de seminarista passara a ser pastor ordenado da Igreja Batista Betesda. Cheio de sonhos e projetos esse jovem pastor com sua também jovem esposa Eloane, iniciou o árduo processo de implantar uma visão eclesiástica naquela pequena comunidade. O sonho do jovem pastor era liderar uma comunidade formada por grupos que se reunissem nas casas (células), onde a comunhão e o cuidado fossem a sua marca distintiva. Com essa visão e propósito foi que a Igreja Batista Betesda nasceu. No ano de 2006, a Betesda passou por um processo de emancipação; tornara-se perante a Convenção Batista Brasileira (CBB), uma comunidade autônoma. Como era de se esperar, junto com a maturidade e a independência, vieram também os primeiros grandes desafios. O primeiro deles foi a mudança de salão. Aquele pequeno grupo inicial de pouco mais de 10 pessoas, crescera para 60 pessoas. Era necessário um lugar que comportasse mais gente para a realização dos cultos. Em 2007 a Betesda foi para o salão "azul", ainda nas instâncias do bairro Vila Industrial. Ali, aquela pequena comunidade, experimentou um grande crescimento espiritual e numérico. Os cultos de domingo a noite já não comportavam mais pessoas. Diante daquela situação era necessário alguma decisão. Em vistas de sanar essa necessidade, foi que o pastor Ricardo Capler, tomou uma decisão arrojada e inovadora. A igreja Batista passaria a realizar os seus cultos de domingo à noite numa escola do bairro. Foram três meses de reuniões na escola "Benedito de Andrade" no bairro Mario Dedine. Nessa época a igreja crescera como nunca. Tornou-se mais unida, mais compacta. Passados três meses, mais uma medida de urgência fora tomada. A igreja passaria a se reunir desta vez numa creche no mesmo bairro. Foram mais seis meses de mudanças e muito trabalho. Após esse período a Igreja Batista Betesda se instalou no seu atual salão de cultos na avenida Luis Ralph Benatti, no Vila Industrial. Muitas coisas aconteceram neste período da história da Betesda. Muitas pessoas se achegaram, outras se perderam e ainda muitas outras regressaram. Mudanças ocorreram. A última das mudanças da Betesda, foi para o Clube Atlético Piracicabano. Mudança essa que tem dado o que falar...  Neste final de semana a Betesda completará 8 anos como comunidade autônoma. Confesso que foi nessa comunidade que eu aprendi a viver o evangelho. Foi na Betesda que eu preguei o meu primeiro sermão. Foi ela que me enviou para o seminário teológico. Na Betesda eu aprendi a abrir o coração e entendi o valor dos relacionamentos interpessoais. Amo essa igreja! Nela estou investindo os melhores anos da minha vida. Agradeço a Deus pela vida de Ricardo Capler, pastor sênior da Betesda. Nesses anos todos pude presenciar o seu amor e dedicação por essa comunidade. Deus honra a vida  e o ministério de homens submissos a sua vontade. Creio que ele tem feito isso com Ricardo Capler. Parabéns Igreja Batista Betesda! Siga o Cristo crucificado!

DEIXE DEUS SER DEUS!

No ano de 1981,  Harold Kushner, um jovem rabino norte americano, motivado pela trágica notícia de que seu filho Aaron de apenas 3 anos de idade, morreria de uma doença rara, escreveu o polêmico livro "Quando coisas  ruins acontecem a pessoas boas". O livro causou um "frisson" nos círculos teológicos de todo o mundo, pois sua argumentação principal, é a figura de um Deus que não tem o controle do futuro e que sofre quando coisas ruins acontecem a pessoas boas. Li o livro de kushner; me comovi com a sua argumentação, mas não concordei com a interpretação teológica que ela faz  de Deus em relação ao sofrimento. O Deus de Harold Kushner, é um Deus bom, gracioso, mas limitado. Ele pode fazer previsões do futuro, mas não pode controlá-lo. Quando pensamos na figura divina como essa formulada por Harold Kushner, nos sentimos amados, porém não nos sentimos seguros e protegidos. Um Deus que não sabe o porquê das coisas, não serve para nada. Deus não é um ser limitado que não consegue discernir a razão de coisas ruins acontecerem a pessoas boas. Deus sabe e está no controle de situações trágicas. Ouvir tal declaração, soa como sadismo quando estamos experimentando sofrimento e dor. Como dizer isso para uma mãe que recebe a sórdida notícia de que seu marido estuprara a sua filhinha de apenas um ano de idade? Como pode Deus estar no controle, quando se descobre que se está com um tumor maligno em estado avançado? Nessas horas o Deus limitado do rabino Harold Kushner faz sentido. Um Deus soberano que deixa coisas ruins acontecerem a pessoas boas, é um Deus sádico e terrorista. Essa é a nossa tendência natural de pensarmos e de nos posicionarmos diante do sofrimento. Queremos explicar a soberania de Deus. Não aceitamos um Deus que permite tais coisas acontecerem. Quando nos voltamos para a Bíblia, encontramos um Deus misericordioso, que chora com os que choram, mas que está no controle de todas as situações. Um Deus que não dormita, ao qual nada passa despercebido. Esse Deus está revelado na pessoa de Jesus Cristo. Quando lemos os evangelhos, podemos sondar o Deus que criou o universo. Jesus, o Deus-homem, é a face humana de Deus. A Bíblia relata que no tempo em que Jesus viveu entre nós, coisas ruins aconteceram a pessoas boas. No evangelho de Lucas, capítulo 13, Jesus menciona uma tragédia que havia acontecido em seus dias. Uma torre (A torre de Siloé) caíra sobre dezoito pessoas boas e religiosas, levando-as a morte. Jesus termina o seu discurso dizendo que essas dezoito pessoas eram inocentes; comunicando assim,  que coisas ruins acontecem a pessoas boas, mesmo Deus estando no controle do universo. A única solução para todos nós em meio ao sofrimento é abrir o coração e deixar Deus ser Deus. É tolice e engano, formular um Deus que se adeque as nossas racionalizações e emoções. Deus está no controle, como um capitão que direciona um navio sob grande tormenta. Pode parecer que ele está dormindo, não importando que morramos, quando na verdade ele está ouvindo tudo, no controle da situação. Deixe Deus ser Deus. Aceite o sofrimento como uma experiência natural da vida. Siga o Cristo crucificado!
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