quinta-feira, 26 de novembro de 2015

O ISLÃ É UMA RELIGIÃO DE PAZ?


Nos últimos dias, se há um assunto que ganhou notoriedade e se tornou tema discussões acaloradas e de conversas cotidianas, esse assunto é o islamismo e os ataques terroristas perpetrados pelo grupo jihadista, Estado Islâmico contra a França. Como pastor, é comum pessoas me procurarem com questionamentos relacionados ao tema. "O que você pensa sobre o Islã?" "O Islã é uma religião de paz?"... esses e outros questionamentos tornaram-se recorrentes. Com o intuito de não dar respostas tendenciosas e preconceituosas a essas perguntas, iniciei há poucas semanas a leitura da tradução em português do livro sagrado dos muçulmanos, O Alcorão. Com muito cuidado e com a busca do máximo de isenção, me enveredei pelas páginas do livro sagrado, buscando entender as origens do código moral e dos dogmas centrais da fé islâmica. Na minha leitura (sequencial), pude perceber o carácter inegociavelmente jihadista do Alcorão. São centenas de versos incitando os muçulmanos a prática de açoites a pessoas surpreendidas em adultério, ao corte das mãos ao ladrão e ao ataque a todos os infiéis (os não muçulmanos). Acredito que qualquer pessoa que fizer a leitura do Alcorão com o máximo de isenção e com honestidade, chegará a mesma conclusão a que cheguei: o Alcorão não é um livro que conclama a paz, portanto o islamismo não pode ser considerado a uma religião de paz, já que se baseia nas palavras literais do Alcorão. Com isso, não estou dizendo que os muçulmanos em sua grande maioria (eles são 1,6 bilhões), são jihadistas e oponentes da paz. Muito menos estou dizendo que o islamismo não possua qualidades altruístas, pois um dos seus cinco pilares é o pagamento de tributos aos pobres. Com esse pequeno texto, apenas quero expressar a minha sincera opinião acerca da interpretação que fiz (ou das conclusões a que cheguei), ao ler o livro sagrado dos muçulmanos. 

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

O QUE É TERROR?




Que tal parar de justificar o terror? Paul Krugman, economista ganhador do premio Nobel e colunista do New York Times diz que o problema do islamismo radical é o desemprego. Ele vive por tanto tempo na bolha de isolamento de seu mundo intelectualóide que é capaz de dizer uma bobagem destas. Outro insano de respeito é Thomas Friedman que também escreve para o NYT. Friedman diz que a causa da violência islâmica no Oriente Médio é a mudança climática.

Estes prezados senhores imbecilizados por sua cosmovisão que se recusa a aceitar a existência do mal nunca vão entender o terror. O terror não é nada além do mal em sua forma mais pura. O mal pelo mal para causar o mal, para ferir, para chocar. O mal que eleva a morte e a dor como forma de adoração a Deus.

Na noite da sexta, dia 13, a mídia americana ao comentar os atentados de Paris não falava em terrorismo islâmico. Cuidadosamente chamava os perpetradores dos crimes em Paris de “atiradores”. Mas algumas pessoas entrevistadas que estavam na casa de show Bataclan que foi ferozmente atacada diziam: – Ouvimos a frase: “Allahu Akbar!” – antes das primeiras rajadas de metralhadora.

A frase: “Alá seja engrandecido”, é a marca registrada do terror. Este Alá que se engrandece com mortes aleatórias produzidas em massa em seu nome para mim não pode ser outro, mas o senhor das trevas em pessoa.

A cosmovisão cristã nos propõe dois norteadores de comportamento, Deus e o diabo. O diabo personifica o mal, a distorção do propósito para a qual fomos criados. A escolha pelo mal não nos chega de fora para dentro. O diabo não produz o nosso mal. O mal vem de dentro de cada um. É gerado em nós pela decisão pessoal de escolher o mal ao invés do bem. Seu ponto de partida é a escolha individual. Mas assim como o bem, o mal assume dimensões coletivas, metafísicas, espirituais. Não podemos negar que exista a espiritualidade do mal. Como uma tempestade de areia no deserto ela envolve populações inteiras, envolve maneiras de viver, culturas e religiões. Ela cega perspectivas, olhares, interpretações. A metafísica do mal escreve livros e tratados e pede dedicação e compromisso integral. Ela prende populações inteiras dentro de suas trevas impenetráveis.

O secularismo não admite espiritualidades de nenhuma forma a não ser as autoinduções e talvez a para-normalidade produzida pela força da mente humana. Fora isto a cosmovisão de Krugman e Friedman não tem espaço para o metafísico, para o compromisso com uma realidade que não seja palpável, para uma moral ditada pelo intangível, para o comportamento motivado por razões além do meu estômago e das necessidade físicas. Todas estas “impossibilidades” para os ateístas são os componentes da religião. Sem entender esta parte integral da natureza humana é impossível se entender o terrorismo.

Concluo que existem sim “religiões” do mal. O radicalismo islâmico é uma delas. Esta cosmovisão maligna vê o terror como um ato de devoção sagrada. A morte de inocentes é adoração porque este Deus odeia os infiéis e glorifica sua morte.

Ap contrário do que dizem alguns comentaristas políticos Paris não foi atacada pela arrogância da política externa francesa que bombardeou os nichos do EL na Síria. Nem foi atacada tampouco pela incapacidade francesa de incluir as populações dos guetos islâmicos de Paris e da França em geral em seu estilo de vida abastado. Aliás só fala isto quem não conhece o sistema de “wellfare” francês e os esforços enormes que a Europa em geral faz para facilitar a vida dos imigrantes.


Paris foi atacada pelo mal do terror. Foi atacada pela religião diabólica que é o islamismo radical principalmente na versão do Estado Islâmico. Foi atacada pela “espiritualidade” do mal que o próprio secularismo europeu tem dificuldade de reconhecer.


Eu oro para que a verdade da realidade humana que inclui a espiritualidade vai ser vista novamente na Europa. E que como resistência ao mal eles se rendam ao bem supremo: Cristo, crucificado e ressurreto.


Por Bráulia Ribeiro
Seu Blog · Design por Alves Alvin · Todos os direitos reservados - Copyright © 2014 · Tecnologia do Blogger