quinta-feira, 24 de outubro de 2013

DÊ UM TIRO NA CABEÇA DO EVANGELHO DA PROSPERIDADE!

Nos últimos dias, tenho lido alguns livros que abordam o tema: sociedade de  consumo. Inevitavelmente fiz um paralelo deste assunto com  a fé cristã. O fato é que fazemos parte de uma sociedade de hiper consumo. Consumimos tudo; de cosméticos a tecnologia. De coisas tangíveis a coisas intangíveis. Das coisas intangíveis que se transformaram em consumíveis em nossa sociedade, a fé tornou-se a principal. A fé cristã que em sua essência é gratuita e não comercializável, entrou na prateleira. Tornou-se mais um produto na grande vitrine da sociedade de consumo. Hoje, Deus, fé, Bíblia e igreja são encarados como artigos de um grande e lucrativo negócio. Os televangelistas apresentam Deus como se apresentassem uma mercadoria. As igrejas deixaram de ser casas de oração e se tornaram covis de ladrões e recintos de barganhas. Na verdade, me sinto enojado com toda essa situação; me gera náuseas... As consequências da comercialização da fé são as piores possíveis. Gera fiéis infiéis a Deus. Gente que se relaciona (se é que se relacionam), com Deus  somente na base da barganha. Grande parte dos cristãos evangélicos que se encontram na maioria das igrejas evangélicas de nosso país hoje, não depositam sua fé em Jesus Cristo; ao contrário exercem fé na fé. Para eles é a fé que move montanhas e não a fé em Jesus. Essas consequências trazem implicações para a vivência da fé no cotidiano. Pelo fato da fé no imponderável ter-se tornado consumível e comercializável, os agentes instrumentalizadores da fé convencional, também passaram a ser compreendidos como meras mercadorias. Essa é a razão pela qual ministros religiosos são hostilizados e substituídos por outros quando não possuem um rendimento que preencha as expectativas de mercado do fiéis. Da mesma forma são tratadas as comunidades de fé. Igrejas que não ostentam um discurso de prosperidade e de cura são preteridas. A busca hoje é pelas igrejas que oferecem algo palpável aos seus membros. O evangelho como ele é, puro e simples, não serve mais, pois ele implica muitas vezes em sofrimento e subtração material para a vida de seus adeptos. O evangelho que se tem hoje é o evangelho da prosperidade, onde tudo se restringe a aquisições materiais e quantificações numéricas. Em meio a toda essa realidade fico pensando para onde caminha a maioria das igrejas evangélicas do Brasil. O que restará disso tudo, daqui a alguns anos? Qual será o discurso? Como serão os cristãos frequentadores de tais igrejas? Sinceramente, sem querer ser pessimista, provavelmente todo este quadro desembocará numa situação lastimável. Pelos passos em que toda essa coisa anda, a comercialização aumentará e a deturpação do evangelho também aumentará. Eu não me conformo em aceitar isso, mas é a tendência natural das coisas... A única coisa a se fazer em meio a esse fogo cruzado (resposta a uma pergunta que um jovem me fizera à alguns dias), é viver o evangelho como Jesus ensinou. Viver o evangelho do reino de Deus como Cristo nos mostrou, se constitui na antítese do evangelho da prosperidade. Convido você a a partir de hoje, viver o evangelho genuíno de Jesus, dando dessa forma, um tiro na cabeça do evangelho da prosperidade. Siga o Cristo crucificado!

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