Um tema que tem chamado a minha atenção nos últimos tempos, é a inveja. Sinceramente, sei que não estou imune a ela, mas a evidência do aumento de atitudes de inveja (sobretudo nas redes sociais on-line), tem me intrigado. Resolvi escrever este texto, para expressar minha preocupação e quem sabe, alertar muitos, desse mal chamado inveja. Para começo de conversa, precisamos entender basicamente o que é a inveja. Segundo a definição de muitos profissionais da área terapêutica, inveja ou invídia, é um sentimento de tristeza perante o que o outro tem e própria pessoa não tem. Em outras palavras, inveja é um sentimento ruim, que leva as pessoas a se entristecerem com as qualidades, conquistas e posses de outrem. A meu ver, a inveja é o pecado mais sutil e sorrateiro de que se possa ter ideia. Digo isso pois, muitos não terão dificuldade alguma em confessar ou admitir qualquer tipo de pecado, afora a inveja. Nunca vi alguém afirmar: "Sou invejoso!". Salvas algumas exceções, não temos muito problema em assumir que somos mentirosos, avarentos, preguiçosos ou maledicentes. Agora, confessar que somos invejosos é outra história... A admissão de tal realidade quebra o nosso orgulho e nos humilha. A grande verdade é que muitos de nós abrigamos inveja em nossos corações. Sustento essa afirmação, dando um belo e familiar exemplo. Dê um giro pelas redes sociais on-line e verás a inveja gotejando pelo visor de seu computador, tablet ou smartphone. São posts e mais posts carregados de críticas gratuitas e infundadas contra pessoas conhecidas por algum sucesso aparente. São comentários inflamados à posts despretensiosos. Como ouvi essa semana de um pastor, "O dedo tecla o que o coração está cheio". De fato essa frase é a melhor paráfrase que conheço (em dias atuais) das palavras de Jesus, que diz que botamos para fora aquilo de que o nosso coração se encontra cheio. A inveja é um pecado do espírito, ou como disse o Papa Gregório I (Catalogador dos 7 Pecados Capitais), um pecado frio, que não se expressa ou se manifesta na carne. Ou seja: é um pecado que pode ser ocultado facilmente com uma peja de humildade, mas que destrói por dentro. Salomão, o grande sábio, disse em um dos seus provérbios, que a inveja é a podridão dos ossos do próprio invejoso. Isso tudo que estou escrevendo, volto a dizer, é para expressar a minha indignação em relação a massificação de atitudes de inveja, sobretudo nas redes sociais e também para alertar quem quer que seja, sobre esse mal. Termino, convidando você a uma sincera reflexão sobre esse tema. Podemos fazer isso com algumas perguntas básicas. Por exemplo: "Você sinceramente se alegra com o sucesso de pessoas próximas ou isso te desmotiva? Você é alguém que elogia gratuitamente os outros pelos seus feitos, qualidades e conquistas ou tem maior tendência em ver defeitos e erros nas façanhas alheias?" E por último: "Você é alguém que se sente motivado a crescer pessoalmente com as vitórias alheias ou se irrita quando alguém compartilha ou posta em rede social, algum tipo de vitória pessoal?" Se as suas respostas afirmativas estiverem calcadas apenas nas segundas perguntas, sem sombras de dúvidas, você foi mordido por esse mal chamado inveja. Siga o Cristo crucificado!
sexta-feira, 9 de maio de 2014
segunda-feira, 24 de março de 2014
UMA CONVERSA LIBERTADORA!
No começo do ano de 2011, me matriculei num curso teológico na cidade de São Paulo. A experiência de adentrar um ambiente acadêmico e teológico, tem me desafiado a pensar de forma autêntica aquilo que todo mundo comumente pensa. A própria essência do labor teológico é o pensamento autentico e pratico onde se organiza aquilo que se pensa sobre Deus, o homem e a relação Deus/homem. Um dos assuntos sobre os quais mais tenho pensado é sobre a vontade e soberania de Deus. Desde muito cedo, aprendi na escola bíblica dominical, que Deus tem uma vontade específica para todas as pessoas e que, o grande segredo da vida, seria o descobrimento e a experimentação dessa vontade. Seguindo esse conceito teológico, é que muitos jovens ainda hoje, oram juntos antes de namorar, e se descabelam para escolher uma profissão. No ano de 2007 chegou em minhas mãos o livro: “Como fazer e compreender a vontade de Deus”, dos autores, Garry Friessen e Robin Maxson. Para mim, ler esse livro, foi como ter tirado uma venda dos olhos, sobretudo no que diz respeito a esse assunto da vontade de Deus. Segundo os seus autores, a vontade de Deus para nós, é que andemos em seus caminhos em concordância com a sua Palavra. O que passar disso, é decisão pessoal de cada um. Portanto, se hipoteticamente estou querendo namorar, e tenho como opções, duas moças, sendo uma loira e a outra, uma moreninha, não devo orar a Deus pedindo esclarecimento sobre qual delas é a opção correta para mim. O que preciso fazer numa situação dessas, é escolher a opção que melhor se encaixa no meu perfil. Deus não me castigará se eu optar por aquela que mais me agrada. A vontade de Deus sempre passará pelo o crivo de nossas escolhas, diz Garry Friessen e Robin Maxson. Após o contato com essa obra teológica, me senti mais leve e mais desencanado em relação a vontade de Deus para minha vida. Mas, ainda assim guardei algumas dúvidas e suspeitas em relação a esse assunto. Uma grande dúvida que ainda continuei abrigando na mente e no coração, foi sobre a relação entre soberania de Deus e o livre-arbítrio humano. “Se Deus está sujeito as minhas escolhas e decisões pessoais, então Deus está preso a postulados teológicos e por definição ele não é soberano”. Essa era a minha suspeita em relação a essa forma de se pensar a vontade de Deus. Entendi o conceito da vontade de Deus expresso no livro “Como fazer e compreender a vontade de Deus”, como sendo o mais bíblico e racional. Mas, ainda não estava disposto a amarrar Deus nesse posicionamento teológico. A minha libertação, ou seja, o esclarecimento das minhas dúvidas e suspeitas, se deu por meio de uma conversa libertadora que tive com um grande amigo, há uns quatro anos. Estávamos saindo de uma culto de domingo, em nossa igreja e enquanto conversávamos no caminho de volta para casa, chegamos ao assunto da vontade de Deus. Naquele momento, uma "ficha caiu" na minha mente, e assim, amadureci as minhas idéias e conceitos a respeito do tema, chegando a algumas conclusões. As conclusões a que cheguei foram as seguintes: Deus quer que tomemos decisões sérias e maduras e para nos ajudar nesse processo, ele escolheu respeitar o nosso livre-arbítrio. Inferi também, que a vontade de Deus está envolta por um paradoxo. Deus comumente não opera através de uma vontade específica, mas em muitos casos, ele assim o faz. Deus é soberano. Sua soberania implica em desfazer regras e postulados teológicos. Ele é o Deus que lhe permite escolher a loira ou a moreninha, abençoando-o independente de qual seja a sua escolha. Mas, ele também é o Deus que direciona você a escolher a loira ou a moreninha, abençoando-o conforme a sua escolha. Pense e amadureça, mas, não tente prender Deus em nenhuma doutrina ou regra teológica. Lembre-se: Deus não pode ser estudado! Siga o Cristo crucificado!
segunda-feira, 1 de julho de 2013
NINGUÉM MUDA! ESSA É A VERDADE!
Sou
considerado por muitos como alguém extremamente extrovertido. Gosto muito de
falar, e quando falo, o faço em tom alto, gesticulando e interpretando o que
digo. Este sou eu! À longo prazo, não consigo me relacionar pelas vias da
formalidade. Gosto de rir e de me divertir em meus relacionamentos. Hoje sou
muito bem resolvido a respeito disso e me aceito tranquilamente, pois sei que
Deus me ama e que me criou do jeito que sou. Mas isso não foi sempre assim. No
início de minha adolescência enfrentei muitas lutas internas por ser extrovertido. Muitos reclamavam do meu jeito. As vezes eu tentava fazer
greve de palavras, mas sempre que isso acontecia eu me sentia muito mal.
Demorou algum tempo para eu entender que as mudanças que ocorriam em mim eram
sempre comportamentais e nunca estruturais. Estruturalmente serei sempre alguém
com a tendência de falar bastante. De forma alguma poderei me tornar uma pessoa introvertida. Deus me criou assim! As mudanças que em mim ocorrerão,
serão sempre comportamentais. Posso com a ajuda de Deus, me tornar um pouco
mais comedido no modo de me expressar, mas ainda sim, serei uma pessoa extrovertida. Não aceitar isso é lutar contra a minha própria natureza.
Como disse acima, já fiz isso durante alguns anos e não deu certo. Era um tipo
de automutilação. É muito ruim cometer automutilações. Dói muito, e no final das contas não resolve
nada. Apenas nos sentimos mal, como um peixe que tenta sobreviver fora da água.
Há muitos que por não entenderem isso, estão sofrendo automutilações. Vejo isso sempre. Pessoas tentando mudar suas próprias
estruturas através de comportamentos. No fundo, acho isso muito engraçado. Dou risadas
algumas vezes. Vejo caras sensíveis, posando de durões, pessoas extrovertidas fazendo grave de palavras e
seres introvertidos, dando
uma de falastrões. Essas são as tentativas comportamentais de mudar as
estruturas criadas por Deus. Essas tentativas só geram frustrações, legalismos
e aprisionam a alma de qualquer pessoa. Precisamos fugir disso, aceitando-nos
como somos. Você é você, quer queira, quer não queira. Se você é extrovertido
igual a mim, será sempre extrovertido. Se você é introvertido, precisa aceitar a
realidade de que sempre será assim. As mudanças que Deus realizará em nós serão sempre comportamentais, nunca
estruturais. Baseado nisso é que digo: nunca vou mudar! Nunca vou mudar na minha estrutura, como pessoa
falante, comunicativa. Em outros aspectos preciso de mudanças. Termino deixando
um conselho para você: seja você mesmo; não queira ser alguém que você não é.
Siga o Cristo crucificado!
quinta-feira, 27 de junho de 2013
SOLIDÃO: AMIGA DO PEITO
Há cinquenta anos atrás, não era muito comum encontrar multidões de pessoas solitárias. Naquela época, a dor de se
sentir sozinho era gerada por distanciamento geográfica, por perda física de algum ente muito querido ou por alguma situação de aprisionamento ou exílio. Já nos dias de hoje, sentir-se
solitário é coisa normal. Por causa da superficialidade que domina os relacionamentos
interpessoais, é muito comum, sobretudo nas grandes megalópoles como São
Paulo, tocar e se esbarrar em pessoas, sem contudo conhecê-las de fato.
Uma ótima referência para esse padrão, é a realidade de um ônibus popular. Ali, pessoas se espremem e se esbarram, sem contudo se conhecerem. Infelizmente, a solidão tem se alastrado pela a nossa sociedade, e com o advento das redes sociais on-line, a nossa sociedade entrou num processo chamado "massificação da solidão". Hoje, solidão não é apenas uma realidade individual, pois ganhou contornos plurais. Vivemos a solidão que alcança as massas. Esse tipo de solidão, nos leva a vivenciar uma realidade que eu costumo chamar
de "encaramujamento da alma". A nossa alma se "encaramuja", pois nos fechamos para Deus, para o
próximo e para nós mesmos. Vamos nos tornando como pessoas de cera;
esboçamos sorrisos plásticos, enquanto estamos com os corações endurecidos pela experiência do sentir-se só. Infelizmente esse é o quadro trágico no qual coletivamente nos encontramos. Como disse o cantor Frejat, a solidão é a nossa amiga do peito.
Quando eu olho para esse triste quadro da solidão, inevitavelmente me
vem a mente os relatos bíblicos que realçam a forma como Deus lidava com
o ser humano abandonado e solitário. Deus sempre se revelou a
pessoas solitárias como o grande amigo que lhes faltava. Foi assim com
Moisés, quando este se encontrava sozinho e sem perspectiva na terra de
Midiã. Deus colocou sob sua presença, Zípora e seu pai Jetro. Deus se
revelou com a sua presença confortadora a José, quando o mesmo estava
preso injustamente numa masmorra. Ele confortou José por meio do
copeiro e do padeiro que também se encontravam lá. Deus se fez presente
na vida de Davi, quando o temível rei Saul o perseguia. Jonatas foi o
instrumento usado por Deus na vida de Davi. Deus continua a se fazer
presente na vida de todos aqueles que estão solitários. O interessante é
que no ato de se fazer presente na vida de pessoas solitárias, Deus se
faz presente por meio de outras pessoas. Pode ser que você esteja clamando pela
presença confortadora de Deus, ou talvez você esteja questionando a
presença de Deus em sua vida neste atual momento. Saiba: Deus está
tentando aniquilar a sua solidão através de pessoas que se encontram
próximas a você. Aproxime-se dessas pessoas e abra-se para a construção
de relacionamentos profundos com elas. Siga o Cristo crucificado!
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
O MUNDO VAI ACABAR?
Na INTERNET, na TV ou até mesmo numa rodinha de bar, não
há outra assunto em pauta; todos estão falando do vaticínio do final do mundo
conforme uma interpretação do calendário Maia. Segundo tal interpretação do
calendário Maia, o mundo (ou o ciclo histórico humano), chegará ao fim no dia
21 de dezembro de 2013. Desde quando esta notícia começou a circular pela
mídia, muitas reações foram manifestas. A Rede Globo de televisão por exemplo,
embarcou na onda e exibiu em tom satírico a mini-série “Como aproveitar o
fim do mundo”, outros ao contrário, de forma muito séria, venderam suas
propriedades e se afugentaram nas montanhas armazenando comida para
sobreviverem a possível aniquilação. O fato é que esta história toda de fim dos
tempos foi uma grande jogada de marketing da grande mídia para viabilizar a
venda de livros e materiais referentes ao tema e para render pautas em
programas apelativos da TV. Seria uma grande insensatez acreditar na
provável profecia Maia de que o mundo acabará nesta sexta-feira. Dezenas de
previsões como esta já foram feitas no decorre da história humana. No ano de
1999 o mundo todo viveu um frisson com o vaticínio da catástrofe
terráquea pelo alquimista ruim de data, Nostradamus. Nenhuma previsão
humana é capaz de acertar a data do fim do mundo. A Bíblia fala sobre o final
dos tempos, mas não estipula datas. O próprio Jesus disse que ninguém sabe a
hora a não ser o Pai. A única coisa que a Bíblia explicita em relação a este
assunto são os sinais da vinda de Cristo que findará a presente era. Sendo
assim é uma grande besteira levar a sério anúncios catastróficos como o dos
maias. Nessa sexta-feira o que vai terminar para mim é esta palhaçada que
não tem tamanho e a qual eu não aguento mais ouvir por todos os cantos. Aproveite
a sexta-feira, curta um happy hour, pois o mundo não vai acabar! Siga
o Cristo crucificado!
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
DEUS ESTÁ NO CONTROLE MESMO?
quinta-feira, 26 de abril de 2012
DEIXE DEUS SER DEUS!
No ano de
1981, Harold Kushner, um jovem rabino norte americano, motivado pela
trágica notícia de que seu filho Aaron de apenas 3 anos de idade, morreria de
uma doença rara, escreveu o polêmico livro "Quando coisas ruins
acontecem a pessoas boas". O livro causou um "frisson" nos
círculos teológicos de todo o mundo, pois sua argumentação principal, é a
figura de um Deus que não tem o controle do futuro e que sofre quando coisas
ruins acontecem a pessoas boas. Li o livro de kushner; me comovi com a sua
argumentação, mas não concordei com a interpretação teológica que ela faz
de Deus em relação ao sofrimento. O Deus de Harold Kushner, é um Deus bom,
gracioso, mas limitado. Ele pode fazer previsões do futuro, mas não pode
controlá-lo. Quando pensamos na figura divina como essa formulada por Harold
Kushner, nos sentimos amados, porém não nos sentimos seguros e protegidos. Um
Deus que não sabe o porquê das coisas, não serve para nada. Deus não é um ser
limitado que não consegue discernir a razão de coisas ruins acontecerem a
pessoas boas. Deus sabe e está no controle de situações trágicas. Ouvir tal
declaração, soa como sadismo quando estamos experimentando sofrimento e dor.
Como dizer isso para uma mãe que recebe a sórdida notícia de que seu marido
estuprara a sua filhinha de apenas um ano de idade? Como pode Deus estar no
controle, quando se descobre que se está com um tumor maligno em estado
avançado? Nessas horas o Deus limitado do rabino Harold Kushner faz sentido. Um
Deus soberano que deixa coisas ruins acontecerem a pessoas boas, é um Deus
sádico e terrorista. Essa é a nossa tendência natural de pensarmos e de nos
posicionarmos diante do sofrimento. Queremos explicar a soberania de Deus. Não
aceitamos um Deus que permite tais coisas acontecerem. Quando nos voltamos para
a Bíblia, encontramos um Deus misericordioso, que chora com os que choram, mas
que está no controle de todas as situações. Um Deus que não dormita, ao qual
nada passa despercebido. Esse Deus está revelado na pessoa de Jesus Cristo.
Quando lemos os evangelhos, podemos sondar o Deus que criou o universo. Jesus,
o Deus-homem, é a face humana de Deus. A Bíblia relata que no tempo em que
Jesus viveu entre nós, coisas ruins aconteceram a pessoas boas. No evangelho de
Lucas, capítulo 13, Jesus menciona uma tragédia que havia acontecido em seus
dias. Uma torre (A torre de Siloé) caíra sobre dezoito pessoas boas e
religiosas, levando-as a morte. Jesus termina o seu discurso dizendo que essas
dezoito pessoas eram inocentes; comunicando assim, que coisas ruins
acontecem a pessoas boas, mesmo Deus estando no controle do universo. A única
solução para todos nós em meio ao sofrimento é abrir o coração e deixar Deus
ser Deus. É tolice e engano, formular um Deus que se adeque as nossas
racionalizações e emoções. Deus está no controle, como um capitão que direciona
um navio sob grande tormenta. Pode parecer que ele está dormindo, não
importando que morramos, quando na verdade ele está ouvindo tudo, no controle
da situação. Deixe Deus ser Deus. Aceite o sofrimento como uma experiência
natural da vida. Siga o Cristo crucificado!
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
TROCAMOS O CÉU POR UM "I POD"?
É impossível
falar de verdadeira fé cristã sem se falar na existência do céu. A ênfase das
páginas do Novo Testamento,é a vida eterna; o paraíso; a nova Jerusalém. A
crença na existência do céu é o que tem capacitado milhões e milhões de
cristãos no decorrer da história, a sofrerem em nome de Cristo. Os nossos
antepassados cristãos não só acreditavam no céu como também o aspiravam. Para
se ter uma idéia de como o céu estava presente na liturgia dos antigos
cristãos, folheie os antigos hinários cristãos. Noventa por cento dos hinos de
antigamente, tinham o céu como enredo. Os tempos passaram e as ênfases mudaram
nos círculos cristãos. Hoje valoriza-se muito o domínio terreno. Até os anos de
1990 era comum ver automóveis com adesivos contendo a frase “ Maranata” (Vem, Senhor). Já nos nossos dias a fraseologia é
outra. O que está em pauta é que “O Brasil
pertence ao Senhor Jesus”. Queremos dominar,
imperar, comandar, triunfar... Não queremos mais o céu. Trocamos o céu pelo o
carro do ano, pela TV de plasma, pelo “I Pod” e por tantas outras produções humanas que acalentam transitoriamente
o nosso anseio sobrenatural pela eternidade. Não pensamos mais no céu, mas
inconcientemente o desejamos como nunca antes. Essa é a tampa do quebra-cabeça
das desilusões humanas: a busca desenfreada e inconsciente pelo céu. Nas
madrugadas frias de São Paulo, pode-se encontrar pessoas procurando o céu em
cachimbos de crack e em restaurantes caros. A busca pelo céu está em todos os
lugares. Está nos jovens que vão todos os finais de semana na balada. Está no
religioso que observa critérios legalistas todos os domingos numa igreja
evangélica, no marido que trai a esposa. O anseio pelo céu está nas artes, nos
esportes, no amor e em tudo o que é humanamente belo. Precisamos voltar
as raízes cristãs e desejar o céu conscientemente. Deus colocou o céu em nossos
corações como está escrito em Eclesiastes (3.11). A nossa vivência cotidiana, é
uma vivência a procura do céu. Como disse Leonardo da Vinci: “Uma vez que você tenha experimentado voar, você andará pela terra com
seus olhos voltados para o céu, pois lá você esteve e para lá você desejará
voltar”. O céu é uma realidade espiritual. Deseje-o com uma consciência sadia. Siga o Cristo crucificado!
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