quarta-feira, 11 de outubro de 2017

ESSA GENTE INCÔMODA!

Acabo de pegar o meu exemplar da revista VEJA, e de ler o artigo "Essa gente incômoda" do jornalista J. R. Guzzo[1]. Diante de tanta histeria e inconformação de muita gente em relação ao teor do texto, que segundo muitos, é preconceituoso e desconectado com a realidade evangélica, e após ser questionada a minha opinião por muitos jovens da minha comunidade, gostaria de expor o meu parecer em relação ao mencionado artigo:
Primeiramente, quero dizer que li e reli o texto e sinceramente o achei extremamente lúcido e favorável a nós evangélicos. Guzzo, apenas faz uma crítica a elite intelectual do nosso país, que na visão dele é preconceituosa e intolerante as religiões das massas, no caso aos evangélicos. Por isso o título do artigo "Essa gente incômoda". Pois para grande parte da elite de nosso país, os evangélicos não passam de uma gente incômoda, conservadora e retrógrada. Algumas pessoas ficaram "enojadas" com a falta de conhecimento e precisão de Guzzo ao falar dos evangélicos. Por se tratar de um artigo e pelo fato do autor não fazer parte do movimento, é normal e aceitável que o mesmo não tenha abordado a ação de todas as denominações evangélicas e que não tenha mencionado todas as contribuições que o movimento tem tributado a sociedade. No mais, J. R. Guzzo, foi certeiro ao dizer que os evangélicos é a religião que mais cresce no Brasil e que é uma religião das massas. Quando fala acerca da escroqueria aberta no meio evangélico, é assertivo e contundente. Ele diz: "Há muita indignação, também, com a escroqueria aberta, comprovada e impune que é praticada há anos em tantos cultos evangélicos pelo Brasil afora". Nada mais condizente com a verdade! É só ligar a TV nos programas dos televangelistas (suas igrejas representam em termos numéricos, grande parte dos evangélicos) que o argumento de Guzzo será definitivamente corroborado. Enfim, li o artigo e nada vi além de um texto que tece criticas a elite intelectual brasileira (que de fato é preconceituosa e intolerante), que descreve limitadamente, mas fidedignamente, o movimento evangélico no Brasil e que é extremamente favorável a nós evangélicos. Siga o Cristo crucificado!

NOTAS

[1] Artigo publicado na Revista VEJA em 4 de outubro de 2017, na edição 2.250 - ano 50 - nº 40. Pg. 78

segunda-feira, 17 de abril de 2017

13 REASONS WHY É UMA BENÇÃO!

No dia 31 de março, a Netflix, lançou no Brasil, a série 13 Reasons Why. A série já era esperada pelo público teen, que conhecia a trama pelo originário livro de mesmo tema de Jay Asher. 13 Reansons Why, em poucos dias tonou-se viral e repercutiu nas redes sociais, sobretudo por sua temática: o suicídio. Para quem não está familiarizado com o seriado, 13 Reasons Why, conta a estória de Hannah Baker, uma adolescente do ensino médio, que depois de sofrer bulling, violência sexual e assédios por parte de seus amigos estudantes, se suicida. O elemento marcante na série não é o suicídio em si, mas o modo como ele se processa. Hannah Baker, planeja de forma sádica o seu suicídio. Ela grava 13 fitas cassete para cada um dos motivos de sua morte. Os "motivos", são adolescentes que a feriram e a desprezaram. Assim, para cada um dos seus "motivos", a adolescente, faz repreensões e acusações, muitas vezes de forma irônica, deixando-os perturbados psicologicamente. Hannah Baker, planeja seu suicídio, como uma forma de vingança. 13 Reasons Why, logo tornou-se alvo de críticas e de debates acalorados por anônimos, blogueiros e youtubers conhecidos. As críticas se apresentavam como um alerta aos adolescentes e aos próprios pais dos adolescentes, que não deveriam assistir a série ou deixar seus filhos fazê-lo, pois o seriado, ao romantizar o suicídio de uma adolescente, poderia levar outros adolescentes ao mesmo ato. Confesso que ao me deparar com tantas criticas, fiqui realmente intrigado e tomei a decisão de fazer a minha própria avaliação do seriado. Me lancei numa jornada de 3 dias, onde assisti todos os episódios de 13 Reasons Why e li os livros Os 13 porquês de Jay Asher e Os sofrimentos do jovem Werther de Goethe. Agora, fazendo juizo de valor e com propriedade, gostaria de oferecer as minhas análises sobre 13 Reasons Wy. O conteúdo da série (que é muito pesado) pode ser mal processado por pessoas em depressão, ou com tendências suicidas, sendo portanto, maléfico para tal grupo. Não acredito que a série por si mesma, tenha a força e o poder de levar alguém a cometer suicídio, mas acredito que possa interferir no estado emocional de pessoas que estejam passando por momentos difíceis ou que estejam se tratando de doenças psíquicas.  Assim como romances trágicos e músicas melancólicas podem fazer mal ao nosso estado emocional, 13 Reasons Why, por conta de seu conteúdo desesperançoso e trágico, também pode fazê-lo.   Eu indico tanto o livro quanto a série para adolescentes e para pais de adolescentes! Após a leitura do livro e da conclusão da série na TV, eu indico a trama como um remédio de prevenção para os próprios adolescentes. A série retrata o suicídio como um ato planejado e egoísta, que causa dor e sofrimento indescritíveis. Para os pais o beneficio estaria em enxergar na persongem Hannah Baker, os sinais que muitas vezes seus filhos emitem e que se não percebidos, podem findar em tragédia. Ao contrário do que muita gente está dizendo, o seriado não romantiza o suicídio. O suicídio em 13 Reasons Why é apresentado como um ato sádico, que gera dor e sofrimento do começo ao fim. Romantizar o suicídio, seria descrevê-lo como um ato heróico, revolucionário ou passional, como o foi retratado no século 18, por Goethe, no romance Os sofrimentos do jovem Werther (Li em pdf; é curtinho e vale a pena lê-lo).  Na época, o impacto da obra de Goethe, desencadeou suicídios em massa entre os jovens, pois a personagem principal do livro, o jovem Werther, no clímax da estória, após uma desilusão amorosa, esmigalha a própria vida dando um tiro na cabeça. Na época o impacto negativo do romance foi tão grande que, posteriormente na Psicanálise criou-se o termo Efeito Werther, em referência a fenômenos suicídas. Isso não acontece na trama. Ao contrário,  o suicídio é demonstrado como uma opção (o suicídio como ato voluntário que é, em si mesmo é uma opção) destrutiva, covarde e dolorosa pela personagem Hannah Baker. 13 Reasons Why, como produto cultural, é uma benção. Digo isso, porque o livro e a série, abriram espaço para a discussão em dimensão popular, de um tema que está intimamente presente na vida de todos nós, mas que pouco discutimos. 13 Reasons Why, tem sido uma grande influência positiva na vida muitos adolescentes com tendências suicidas. De acordo com a assessoria de imprensa do CVV[1]  (Centro de Valorização da Vida), houve um aumento de 445% no número de e-mails com pedido de ajuda após o lançamento da série. Entre essas mensagens, 50 citavam o seriado. Eu mesmo, em minhas interações e diálogos com adolescentes que leram o livro e assistiram a série na TV, cheguei a conclusão de que a 13 Reasons Why tem feito um bem imensurável na vida da garotada. Dezenas deles, me confidenciaram que após concluírem a série, abandonaram a ideia de suicídio que alimentavam em suas mentes e que atentaram-se para o sofrimento que tal ato pode causar na vida de seus pais e amigos.  Essas são as minhas ponderações sobre o seriado do momento. 13 Reasons Why é uma benção! Siga o Cristo crucificado!


NOTAS

[1] Texto digital, Disponível em:

  <http://www.vix.com/pt/saude/544322/13-reasons-why-como-serie-abordou-suicidio-e-aumentou-em-100-busca-por-ajuda>(Acessado em: 18 de abril de 2017)
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