quarta-feira, 25 de novembro de 2015

O QUE É TERROR?




Que tal parar de justificar o terror? Paul Krugman, economista ganhador do premio Nobel e colunista do New York Times diz que o problema do islamismo radical é o desemprego. Ele vive por tanto tempo na bolha de isolamento de seu mundo intelectualóide que é capaz de dizer uma bobagem destas. Outro insano de respeito é Thomas Friedman que também escreve para o NYT. Friedman diz que a causa da violência islâmica no Oriente Médio é a mudança climática.

Estes prezados senhores imbecilizados por sua cosmovisão que se recusa a aceitar a existência do mal nunca vão entender o terror. O terror não é nada além do mal em sua forma mais pura. O mal pelo mal para causar o mal, para ferir, para chocar. O mal que eleva a morte e a dor como forma de adoração a Deus.

Na noite da sexta, dia 13, a mídia americana ao comentar os atentados de Paris não falava em terrorismo islâmico. Cuidadosamente chamava os perpetradores dos crimes em Paris de “atiradores”. Mas algumas pessoas entrevistadas que estavam na casa de show Bataclan que foi ferozmente atacada diziam: – Ouvimos a frase: “Allahu Akbar!” – antes das primeiras rajadas de metralhadora.

A frase: “Alá seja engrandecido”, é a marca registrada do terror. Este Alá que se engrandece com mortes aleatórias produzidas em massa em seu nome para mim não pode ser outro, mas o senhor das trevas em pessoa.

A cosmovisão cristã nos propõe dois norteadores de comportamento, Deus e o diabo. O diabo personifica o mal, a distorção do propósito para a qual fomos criados. A escolha pelo mal não nos chega de fora para dentro. O diabo não produz o nosso mal. O mal vem de dentro de cada um. É gerado em nós pela decisão pessoal de escolher o mal ao invés do bem. Seu ponto de partida é a escolha individual. Mas assim como o bem, o mal assume dimensões coletivas, metafísicas, espirituais. Não podemos negar que exista a espiritualidade do mal. Como uma tempestade de areia no deserto ela envolve populações inteiras, envolve maneiras de viver, culturas e religiões. Ela cega perspectivas, olhares, interpretações. A metafísica do mal escreve livros e tratados e pede dedicação e compromisso integral. Ela prende populações inteiras dentro de suas trevas impenetráveis.

O secularismo não admite espiritualidades de nenhuma forma a não ser as autoinduções e talvez a para-normalidade produzida pela força da mente humana. Fora isto a cosmovisão de Krugman e Friedman não tem espaço para o metafísico, para o compromisso com uma realidade que não seja palpável, para uma moral ditada pelo intangível, para o comportamento motivado por razões além do meu estômago e das necessidade físicas. Todas estas “impossibilidades” para os ateístas são os componentes da religião. Sem entender esta parte integral da natureza humana é impossível se entender o terrorismo.

Concluo que existem sim “religiões” do mal. O radicalismo islâmico é uma delas. Esta cosmovisão maligna vê o terror como um ato de devoção sagrada. A morte de inocentes é adoração porque este Deus odeia os infiéis e glorifica sua morte.

Ap contrário do que dizem alguns comentaristas políticos Paris não foi atacada pela arrogância da política externa francesa que bombardeou os nichos do EL na Síria. Nem foi atacada tampouco pela incapacidade francesa de incluir as populações dos guetos islâmicos de Paris e da França em geral em seu estilo de vida abastado. Aliás só fala isto quem não conhece o sistema de “wellfare” francês e os esforços enormes que a Europa em geral faz para facilitar a vida dos imigrantes.


Paris foi atacada pelo mal do terror. Foi atacada pela religião diabólica que é o islamismo radical principalmente na versão do Estado Islâmico. Foi atacada pela “espiritualidade” do mal que o próprio secularismo europeu tem dificuldade de reconhecer.


Eu oro para que a verdade da realidade humana que inclui a espiritualidade vai ser vista novamente na Europa. E que como resistência ao mal eles se rendam ao bem supremo: Cristo, crucificado e ressurreto.


Por Bráulia Ribeiro

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