segunda-feira, 8 de junho de 2015

GAYS E EVANGÉLICOS: O FOGO CRUZADO!




Hoje de manhã, ao abrir os jornais e dar uma giro nas redes sociais, percebi que uma imagem em especial, ganhou os olhares e despertou o interesse das pessoas. A imagem está relacionada a Parada Gay, realizada no último domingo, na Avenida Paulista em São Paulo. Dentre todas as manifestações gays no evento, a imagem de uma transexual dependurada numa cruz, se destacou, gerando um frisson na comunidade cristã-evangélica no Brasil. Muitas foram as reações decorrentes do conteúdo da imagem. O cantor do seguimento gospel Thalles Roberto, manifestou em rede social, a sua indignação em relação aos autores da brincadeira, clamando contra eles, fogo do alto e destruição. O polemico deputado e pastor Marco Feliciano, fez uma critica a intolerância do movimento gay no Brasil. Por outro lado, artistas e personalidades apoiaram a brincadeira se respaldando no direito de liberdade de expressão dos passeantes gays. Houve até mesmo pastores evangélicos e blogueiros cristãos, que evocando a amorosidade do cristianismo, defenderam o direito dos gays em fazerem tal brincadeira. No meio desse fogo cruzado, me posiciono, deixando claro 7 coisas:

Reprovo totalmente atitudes de indignação, como o do cantor Thalles Roberto que clamou por juízo contra os gays autores da manifestação. Acredito convictamente, baseando-me nos evangelhos, que Jesus jamais clamaria por fogo dos céus contra aqueles que se encontram em estado de alienação espiritual. Segundo o evangelho de Lucas, quando Jesus em certa ocasião não fora recebido pelos samaritanos, dois de seus discípulos, Tiago e João, lhe perguntaram:"Senhor, queres que façamos cair fogo do céu para destruí-los?". Jesus, os repreendeu severamente, lhes dizendo: "Vocês não sabem de que espécie de espírito são, pois o Filho do homem não veio para destruir a vida dos homens, mas para salvá-los". Acredito e defendo a liberdade de expressão, mas também creio que há um limite em qualquer tipo de manifestação. Brincar com símbolos religiosos pode ser um ato de liberdade de expressão do individuo, assim como também pode ser um ato de intolerância religiosa. Há uma linha muito tênue entre brincar e/ou fazer uma critica com símbolos religiosos e agir com intolerância religiosa. Contra-argumentando o discurso de muitos, de que o próprio Jesus Cristo em sua época, ridicularizou ou até mesmo brincou com símbolos religiosos, destaco o fato de que  na cultura judaica da época de Jesus não havia símbolos religiosos como há no Cristianismo; o que havia, eram tradições humanas escravizantes, as quais Jesus quebrou para ensinar o evangelho. Jesus nunca brincou com símbolos religiosos! 3º Manifestações como a da transexual travestida de Cristo crucificado, pode ser interpretada como intolerância religiosa, que segundo o nosso código penal, é crime. Segundo o  Art. 208. do Código Penal Brasileiro, constitui-se como crime contra o sentimento religioso: Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso; Pena – detenção, de 1 (um) mês a 1 (um) ano, ou multa. Parágrafo único. Se há emprego de violência, a pena é aumentada de um terço, sem prejuízo da correspondente violência. Creio que o movimento gay ativista é um projeto filosófico, e como qualquer projeto filosófico, possui uma agenda e interesses próprios. Debochar do símbolo mor do cristianismo, é uma afronta ideológica ao ensino cristão de que a prática homossexual é pecado e inviável. 5º Se posicionar contra a prática homoafetiva ou até mesmo brincar com símbolos relativos ao movimento gay, é interpretado na maioria das vezes como homofobia. Seguindo a lógica, o contrário poderia ser interpretado como cristofobia. Seria um ato de cristofobia a imagem de uma transexual travestida de Cristo crucificado? Como cristão, me senti incomodado com as manifestações ridicularizantes do movimento gay contra os símbolos da fé que professo. Devemos orar pelos gays que brincam com símbolos religiosos e também pelos evangélicos que clamam por fogo do céu contra aqueles que se levantam contra a sua fé.

Esse é o meu posicionamento quanto ao assunto. Que gays e evangélicos se encontrem com Jesus. Que todo ódio e desrespeito de ambos os movimentos seja aplacado pelo amor daquele que morreu na Cruz para salvar gays e evangélicos. Siga o Cristo crucificado!

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