segunda-feira, 24 de junho de 2013

VIVER É SENTIR NAUSEAS?

Certa vez li “A náusea”, livro clássico do filósofo existencialista Jean Paul Sartre. Esse foi um dos livros que mais mexeram comigo; de vez em quando as sua ideias ainda assaltam a minha mente. Nesse grande clássico da filosofia existencialista, Sartre expressa toda a sua cosmovisão existencialista/naturalista/ateísta/moralista como em nenhum outro de seus livros. A ideia principal de “A náusea” é a pressuposição de que a vida não possui um sentido ou um propósito intrínseco e que a única coisa que nos resta como seres viventes é a experiência nauseante de viver. Para Sartre, viver é sentir náuseas. Relacionar-se com os outros é comparável ao ato de vomitar. Quando olho para o mundo apenas pelas perspectivas sobre as quais o mundo e todas as suas relações estão envoltas, recebo de bom grado as ideias de “A náusea”. De fato, nada tem sentido quando se encara o mundo como ele é, sem nenhum tipo de lente interpretativa. Viver é sentir náuseas, pois o sistema mundano é corrompido, o ser humano está corrompido e não há lugar onde se possa buscar guarida. Se o Deus-homem Jesus Cristo não existisse, Sartre estaria certo como ninguém. Concordo com ele, quando ele compara a experiência de existir a náuseas das mais terríveis. Sem as lentes interpretativas do evangelho, tudo é fardo e cansaço. Olhe para as pessoas ao seu redor e certifique-se disso. Quanto orgulho, quanta mesquinharia, quanta superficialidade! Analise as instituições de nossa sociedade e verá mais uma vez orgulho, mesquinharia e superficialidade aos extremos. Isso tudo gera náuseas. Baseado nisso tudo foi que Sartre disse que viver é sentir náuseas. Todas as vezes que não uso as lentes do evangelho de Jesus Cristo, sinto náuseas. Hoje acordei assim. Mas enquanto escrevo este texto, estou usando as maravilhosas lentes do evangelho. Com essas lentes, discordo diametralmente de Jean Paul Sartre e de toda a sua filosofia existencialista secular. Viver não é sentir náuseas. Viver é um dom. Com as lentes poderosas do evangelho da paz, não enxergo somente orgulho, mesquinharia e superficialidade nas pessoas. Consigo enxergar nelas, humildade, altruísmo e profundidade. Os atrativos da vida tornam-se mais palatáveis, mais irresistíveis. Tomei a decisão de usar essas lentes inflexivelmente. Até para dormir desejo usá-las. Se você quer enxergar a realidade da vida com tons mais coloridos e atrativos, use as lentes do evangelho de Jesus Cristo. Você poderá até sentir náuseas vez ou outra, mas jamais vomitará. Essas lentes estão ao dispor de todas as pessoas: existencialistas, marxistas, anarquistas, naturalistas, ateístas, protestantes, católicos, kardecistas, homossexuais ativistas... Enxergue pelas lentes do evangelho. Siga o Cristo crucificado!

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