sábado, 12 de novembro de 2011

ESTÃO BRINCANDO DE FERNANDO GABEIRA E JOSÉ DIRCEU?

No inicio deste mês de novembro, um grupo de aproximadamente duzentos alunos da Universidade de São Paulo (USP) se levantaram em protesto na Cidade Universitária, contra a presença da policia militar e a desocupação do prédio da reitoria da universidade. Essa ação reivindicatória dos alunos da USP gerou outras ações que viraram alvo da mídia. Grande parte dos alunos da USP são contrários  a esse protesto que tem gerado muito calor e pouca luz. Os que defendem essa ação reivindicatória a favor da saída dos policiais militares da Cidade Universitária, alegam que a presença da policia militar não inibe o tráfico, ao contrário, só tolhe a liberdade de expressão dos alunos. Esse argumento torna-se  falacioso, quando julgado à luz de testemunhos da grande maioria dos alunos da USP. Na verdade, a maioria dos estudantes querem a presença dos policiais militares na Cidade Universitária. Essa ação reivindicatória  não passa de uma espécie de "esquizofrenia política" de tais alunos. Estão lutando contra uma causa inexistente. Segundo o testemunho da grande maioria dos alunos da universidade, a presença da policia militar não é repressiva, muito menos violenta. O que tais alunos "metidos a revolucionários fora de época" desejam, é chamar a atenção da mídia  e se autenticarem politicamente com esse protesto bobo e sem propósito. Tendo em vista que os futuros intelectuais saírão de universidades como a USP, esse ingênuo protesto é um alerta para a nossa sociedade. Se os futuros intelectuais, que deveriam ser as cabeças pensantes de nossa nação, estão protestando e causando arruaças por puro capricho,  quais serão os desdobramentos politicos de nosso país? Se aqueles que deveriam protestar e reivindicar causas justas (como a não aprovação de leis que aumentem o salário de nossos políticos), estão protestando pelo prazer de fumar um "baseado" em dependências universitárias, o que podemos pensar em relação a capacidade crítico-politica das massas? Sinceramente, todos esses acontecimentos me deixam triste e cínico em relação ao futuro de nosso país. Os estudantes "revolucionários fora de época" apenas são um produto do meio. O meio dos intelectuais acadêmicos está lacrado pela insignia do silêncio. O famoso "silêncio dos intectuais". Não opinam quando  necessário. Se omitem de grandes questões que só podem ser balizadas por suas palavras. Isso é o que nos espera! Filhinhos de papai, estudantes de grandes universidades, brincando de ser Fernando Gabeira e José Dirceu. É chegada a hora de acordarmos para a realidade: a mudança de nosso país não acontecerá pela via das revoluções sem propósitos! Siga o Cristo crucificado!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

NINGUÉM MORRE DE AMOR!

Os encontros e desencontros do amor romântico é algo muito antigo. O amor romântico sempre implica a participação de três pessoas: duas que se amam e se correspondem, e uma terceira que que se desencontra com uma das duas e sofre a dor desse desencontro. Isso é coisa recorrente na história humana. As maiores obras literárias, os melhores quadros pintados, os filmes mais poéticos e as músicas mais tocantes, foram construidas sob a insígnia do amor não correspondido. Onde houver amor romântico, ali haverá alguém sofrendo. Essa é uma inquebrável lei  do amor. Infelizmente a maioria das pessoas, sobretudo as jovens, desprezam essa inflexível lei, menosprezando os seus efeitos. Assim como amar é algo natural, sofrer por amor também o é. Por não entender isso é que muitos jovens, ao sofrerem a dor do amor não correspondido ou interrompido, se colocam numa posição existencial de "niilismo" (nada, fim de tudo). Ouvi, ouço e acredito que continuarei a ouvir jovens dizendo que morrerão caso não sejam correspondidos pelo o seu objeto de amor. Há muitos que se deprimem perdendo o "norte" da vida. Outros se entregam ao desespero e tiram suas próprias vidas (como se tal ação resolvesse o problema da rejeição). É comum, natural e simplesmente humano sofrer por amor. A dor do amor não correspondido, nos faz pessoas mais conscientes de nós mesmos e também de outras realidades ao nosso redor. Quando eu tinha 15 anos de idade, me envolvi com uma menina da mesma idade. Me relacionei "descomprometidamente" com ela durante uns três meses. Ela terminou a nossa leve relação "descomprometida"  de repente. Fiquei mal, triste, meio deprimido. Era a primeira vez que experimentava a dor do amor não correspondido. Chorei (longe das pessoas é claro!), me rebelei... Fiz de tudo para tentar negar ou esquecer aquela dor. Durante aquela fase ouvi uma frase popularesca, mas cheia de verdade prática, de um irmão meu. Ele disse: "Ninguém morre de amor!". Guardo aquela frase até hoje. Quando sinto essa dor, lembro-me dela. Quando aconselho algum jovem inconformado com essa experiência, evoco essa frase. Ninguém morre de amor! Essa é a mais pura verdade! Ninguém que goste de verdade e que tenha consciência de si e do outro, morre de amor. Morre-se por orgulho, amargura, ódio, por egocentrismo, mas nunca por amor. Se você está sofrendo a terrível dor do amor não correspondido, saiba que isso vai passar. Pode demorar um pouco, mas vai passar. Entenda também que essa experiência é recorrente, por isso poderá se repetir em sua vida. O que você não deve fazer é se prostrar as agruras dessa dor e se tornar uma pessoa amarga e sem esperança. Levante a cabeça e continue a sorrir e a sonhar com outro amor... com outro encontro... com outro romance... pois ninguém morre de amor! Siga o Cristo crucificado!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

BEM ESTAR: CORPOS MAROMBADOS, ALMAS MIRRADAS...

Bem estar. Esse é o nome de um programa  de dicas de saúde  exibido pela Rede Globo de televisão. O programa não é lá essas coisas, mas foge do lugar-comum no que diz respeito ao tratamento da saúde. Na verdade,  o programa "Bem estar" tem alcançado alguns picos de audiência, por ter acertado em cheio no seu título. Bem estar, é o que queremos. A nossa sociedade vive segundo o prisma do sentir-se bem.  Todos querem isso! Esse é o motivo pelo qual trabalhamos horas a fio. É pelo desejo de se sentir bem que muitos vão para a academia todos os dias malharem os seus corpos. Prezamos tanto o bem estar, que não aturamos nenhuma situação e nenhum sentimento que apontem numa direção contrária a isso. É por isso que não nos aproximamos daqueles que são considerados fracos ou que estão doentes. Não queremos nos aproximar de coisas, pessoas e situações que nos lembrem a fraqueza humana. Quando vejo programas como "Bem Estar", noto que há um certo viés realista no que diz respeito a vida. Há uma imensa preocupação com a saúde, com as coisas exteriores, mas pouca ou nenhuma preocupação com a saúde da alma. De que adianta ter o corpo são quando a mente e o espírito estão adoecidos? De que adianta cuidar do corpo enquanto se relega as coisas da alma?  Isso é o que acontece na sociedade pós-moderna dos nossos dias. Gente bonita, marombada, de corpos esculturais e bronzeados se exibindo pelas ruas e academias enquanto escondem dentro de si mesmas, almas mirradas pela culpa e  por toda sorte de perversidades. Precisamos cuidar do corpo, mas principalmente das coisas da alma. Um ser humano pode verdadeiramente desfrutar de bem estar, quando entende que é constituído como um ser uno. O homem é um ser uno e não compartimentalizado e fragmentado, como advogam algumas correntes filosóficas. Por isso devemos cuidar do todo: corpo, alma e espírito. Só se sente bem de fato, quem cuida do corpo e das coisas espirituais. Devemos não somente marombar o corpo, mas também a mente e o espírito. Faça uma reflexão de como anda o tratamento da unidade do seu ser. Você esta cuidando devidamente de seu corpo? E as coisas relativas a alma? Você têm cultivado tais coisas? Não desperdice a sua vida no engano de buscar bem estar em coisas incompletas. Siga o Cristo crucificado!
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