domingo, 16 de outubro de 2011

NÃO PISE NO PESCOÇO DE QUEM ESTÁ CAÍDO!

Uma das coisas que mais me irritam e  também me iram é a covardia. Não tolero covardia de espécie alguma, pois a covardia é uma atitude injusta e destrutiva. Infelizmente, covardia é atitude padrão em nossa sociedade. Somos muitas vezes covardes, vivemos cercados de gente covarde e somos incitados, dia após dia, à pratica da covardia. Houve um homem a dois mil anos atrás que condenou a covardia de seu tempo por meio de seu estilo de vida. Esse homem foi Jesus Cristo. Jesus denunciou a covardia de seus contemporâneos, apontou para a covardia que agasalhava as instituições sociais adoecidas de sua época e nos mostrou um caminho melhor no tratamento de uns para com os outros. Jesus foi o homem que nunca apagou o "pavio fumegante" e muito menos "quebrou o caniço rachado". Ele nunca pisou no pescoço de quem quer estivesse arriado na lona da vida. Nunca foi covarde. Sempre perdoou, amou, abraçou, entendeu, compadeceu-se, acreditou, estendeu as mãos para levantar... Os pés de Jesus pisaram apenas em um pescoço: o pescoço da covardia. Jesus fez todas essas coisas e enquanto as fazia, ele nos ensinava. A lição primaz de Jesus é a de que  jamais devemos  pisar no pescoço de alguém que esteja caído. Jesus não pisou no pescoço de uma mulher de seu tempo que fora surpreendida em adultério. Não tripudiou sobre a vida de um homem corrupto e covarde chamado Zaqueu. Não pisou no pescoço de Judas Iscariotes enquanto este o traia e caía  na lama da condenação eterna. Pessoas que estão caídas ou que caíram, necessitam apenas de graça e compreenssão.  Pisar no pescoço de quem está fraco, desprotegido e envergonhado não ajudará em nada. Somente destruirá tal pessoa. Ao ler  este texto  faça a seguinte pergunta para si mesmo: "Os meus pés estão pisando o pescoço de quem?" Analise a sua vida e tome a decisão de não ser um covarde que pisa no pescoço de quem está prostrado sob alguma circunstância adversa da vida. Ame essas pessoas. Esteja ao lado delas, confortando-as e sustentando-as. Faça isso, pois talvez amanhã, o seu pescoço estará desprotegido e poderá ser alvo de pessoas com pés cheios de covardia. Siga o Cristo crucificado!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

SOBRE O PROTESTO FACEBOOKIANO: RI E RI MUITO...

Nessa última semana fiquei muito surpreso ao acessar a minha rede social predileta: o facebook. De um dia para o outro me deparei com perfis emoldurados por personagens de desenhos animados. A princípio não entendi muito o porquê dessa ação virtual em massa no facebook, até ser informado de que tudo não passava de um protesto contra a violência infantil. A ideia éra que os usuários do facebook trocassem os seus perfis por outros perfis de imagens de desenhos animados até o dia 12 de outubro, dia das crianças, como ação de protesto contra a violência infantil. Achei legal tal ação, pois através dela pude constatar que ainda existe potencial coletivo para  protesto, ainda que na arena virtual. Mas em relação a efetividade do protesto dos perfis lúdicos no facebook, apenas ri e ri muito. Fotinhas de imagens de personagens de desenhos animados, seria a melhor forma de denunciar a violência infantil? De fato isso poderia mudar a realidade das crianças de nosso país? Essas e mais perguntas brotaram em minha mente, e ao pensar nas respostas mais plausíveis, ri e ri muito. O protesto realizado pelos usuários do facebook contra a violência infantil, é uma das expressões mais patética da hipocrisia fundamentada na ação do politicamente correto que impera em nossa geração. Fiquei sabendo de usuários do facebook que foram retaliados por não aderirem aos perfis das chirras e das belas adormecidas e também soube que alguns outros foram descriminados por terem questionada a racionalidade e efetividade de tal protesto. Esse é o perfil coletivo de nossa sociedade:  uma sociedade infantilóide, que vive no mundo  das coisas lúdicas. Agimos jocosamente como se um pseudoprotesto baseado numa brincadeirinha virtual realmente denunciasse algo tão sério como a violência que as crianças de nosso país sofrem todos os dias. É chegada a hora de abandonarmos toda atitude (mesmo aquelas saturadas de pretensa civilidade) que baseie-se na hipocrisia da ação do politicamente correto. Se você quer realmente protestar contra a violência infantil, denuncie o seu vizinho que agride e molesta suas próprias filhinhas. Denuncie a grande mídia que moralmente violenta as nossas crianças dia após dia na sala de nossas casas, através de um aparelho televisor. Proteste, mobilize pessoas, mas faça algo concreto. Faça alguma coisa baseado nas reais necessidades que nos cercam. Siga o Cristo crucificado! 
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