sexta-feira, 2 de setembro de 2011

ESSE EU RECOMENDO!



Se há uma história relacionada a um povo que precisa ser recontada, reformulada e Leandro Narloch escreveu o tão polêmico livro “Guia politicamente incorreto da história do Brasil”. Com passagens por grandes revistas de nosso país como Veja e Super-Interessante, o escritor curitibano, na presente obra, rasga o verbo e contesta a atual historiografia brasileira. O autor começa o livro, desconstruindo os conceitos que temos recebido desde muito cedo sobre a história da nossa nação. Ao invés de retratar os índios como moçinhos, Narloch os coloca como vilões no drama da nossa colonização. O autor também faz declarações polêmicas e surpreendentes a respeito de algumas figuras reconhecidas como heróicas pelo o nosso povo. Na presente obra, ouvimos histórias de um Zumbi dos Palmares que possuía escravos, de um Santos Dumont que não foi o pioneiro na invenção do avião e de um aleijadinho que supostamente nunca existiu. Leandro Narloch, também defende algumas máximas que irritam os mais patriotas. Feijoada e samba, são para ele, invenções européias. Os revolucionários perseguidos pela ditadura militar no nosso país, foram grandes perseguidores. O jovem escritor também não poupa comentários em relação aos grandes dramas de nosso país. Segundo o autor, a posse do Estado do Acre foi um grande “tiro no pé” e alguns dos incidentes da guerra do Paraguai não passam de uma grande falácia. Escrito numa linguagem irreverente e acessível, o livro “Guia politicamente incorreto da história do Brasil” é como disse o próprio autor, “uma tentativa de jogar tomates na atual historiografia do Brasil”. A obra de Narloch, tem apenas uma agravante. É um livro sem grandes referências bibliográficas, o que reduz e muito a confiabilidade acadêmica da narrativa. O livro é recomendado para todas as pessoas que possuem um senso crítico e que desejam repensar a história que nos sido contado desde muito tempo. “Guia politicamente incorreto da história do Brasil” de fato é uma obra que rema contra a maré das unanimidades historiográficas de nosso país. É uma obra que rompe com qualquer vínculo com a ação do politicamente correto e da militância ideológica que impera nos nossos dias.










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